Precisamos falar sobre o vírus HIV e de como os jovens não estão levando isso a sério

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Por Beatriz Vianna

No Brasil, os maiores casos de infecções do vírus HIV recaem sobre adolescentes, principalmente meninas. A doença sexual transmissível é uma realidade nossa e também afeta homens homossexuais e até mulheres mais velhas. Por isso, conversamos com uma profissional da área para esclarecer as principais dúvidas.

Iniciar uma vida sexual traz consigo milhares de responsabilidades e atitudes para serem tomadas. Essa pode não ser a primeira vez que você lê algo sobre o vírus HIV – o vírus da AIDS –, mas talvez não saiba que, no mundo todo, a cada três minutos uma menina entre 15 e 19 anos contrai a doença. Os números apareceram em um relatório da Unicef apresentado em 2018 e ilustra uma realidade que no Brasil também aflige, além de meninas, homens homossexuais e mulheres mais velhas. Por quê? A gente te dá um panorama.

O vírus HIV está presente no sêmen, sangue, secreção vaginal e leite materno – quando a mãe contrai. Acontece que a principal forma de transmissão segue sendo através da penetração sem preservativo, vulgo camisinha. Pois bem. O Purebreak conversou com a ginecologista Nilcea Cardoso, que bateu na tecla sobre o não uso da camisinha, principalmente entre os que iniciam a vida sexual cedo e não se preocupam com os riscos.

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Quais são os principais sintomas?

Nilcea: “Infecções de repetição, infecções secundárias, presença de corrimento, presença de febre baixa constante, alterações na pele. Esses são os primeiros sintomas.”

Qual a principal forma de transmissão?

N: “Sexual. Mucosa com mucosa. A ejaculação cai na vagina e já traz o vírus com ela.”

É grande a incidência do HIV em meninas mais novas?

N: “Sim, porque elas não acham que vai acontecer com elas. A preferência da gente é conversar com as meninas e dizer: use a camisinha, use o preservativo. Eu tenho aqui meninas de todas as idades. Mas eu estou vendo também em pacientes mais velhas o retorno do HIV. Essa semana mesmo eu tive uma paciente que o marido transmitiu o HIV e ela é uma mulher de 58 anos.”

É possível ter uma vida normal?

N: “É possível ter uma vida normal. Vai fazer uso de medicações específicas, vai usar camisinha para não contaminar o parceiro e vai ter uma vida normal, usando a medicação, o coquetel de remédios. Nesses casos, eu sempre encaminho para o infectologista.”

Tem cura?

N: “Na maioria dos casos, pelo menos, a doença não evolui. Hoje nós temos drogas muito boas para isso”.

Pra ficar ligado!

Depois dessa conversa, já deu pra perceber que usar camisinha é primordial, né?! A falta de hábito ou a certeza de que não vai acontecer nada não podem falar mais alto que a atenção para as DSTs – principalmente o HIV, que está cada vez mais incidente entre os mais jovens.

Os dados e as orientações médicas estão aí para nos mostrar que a AIDS é um caso sério MESMO e todos aqueles que insistem em não usar camisinha estão expostos ao risco. Sexo é bom, mas deve ser feito com responsabilidade e, sobretudo, cuidado – com você e com o seu parceiro.

Se você ainda tiver dúvidas e querer saber mais sobre o assunto, não hesite em procurar um especialista, ok?! Vá ao médico, pergunte, faça exames e USE CAMISINHA! 🙂

Pure Break

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Não falar sobre as IST HIV AIDS entre jovens no ambiente escolar aumenta as vulnerabilidades para se contrair uma IST.

O sexo clandestino entre homens que fazem sexo com homens devido aos estigmas, dogmas e tabus aumenta as vulnerabilidades para se contrair uma IST.

As famílias não estão preparadas porque não foram preparadas para falar e aconselhar para o exercício de uma sexualidade saudável e segura.

Athosgls 21 anos fazendo a diferença na comunidade LGBT Mundial. Marca registrada.