Campeã no Corinthians, Katiuscia defende comunidade LGBT+: ‘Autonomia e liberdade para viver com quem desejar'”

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Em setembro, o Corinthians venceu o Palmeiras na Neo Química Arena e conseguiu seu sonhado tricampeonato do Brasileirão Feminino. E logo após o término da partida, a lateral do timão, Katiuscia, realizou uma homenagem à comunidade LGBT+, carregando a bandeira arco-íris em seus ombros, um símbolo claro do movimento, e lembrando a todos a grande importância do respeito à diversidade dentro e fora das quatro linhas.

De acordo com a jogadora, “é uma luta diária para muitas pessoas. O Brasil é o país que mais mata pessoas LGBT+, estamos aqui para mostrar que a gente está nessa luta juntas. Que a gente ama também, que tem que existir amor e respeito”. Em uma entrevista ao Estadão, a lateral falou um pouco sobre sua trajetória no futebol, e sobre a força que o Corinthians tem no cenário nacional. Ela ainda apontou a importância da comunidade LGBT+ em sua vida, e como esse tema é tratado dentro do vestiário e pelo clube.

            Trajetória

Com 27, Katiuscia começou relativamente tarde no futebol, tendo o início da sua carreira na modalidade em 2012, quando passou por uma peneira no XV de Piracicaba, equipe do interior paulista. A futebolista passou um ano no clube, e depois de uma estadia rápida por uma equipe de Botucatu, foi parar no Rio Preto, um dos clubes de maior prestígio do futebol feminino, mas que infelizmente fechou as portas ainda em 2019.

“Os dois clubes foram importantes no meu desenvolvimento e crescimento como atleta. O XV principalmente por ter trabalhado com o treinador Tchelo, que desde o início confiou no meu potencial e me ajudou muito taticamente e tecnicamente”, relembra a lateral-direita. Suas boas atuações a fizeram parar no Santos, que a contratou em 2015. No Peixe, Katiuscia teve poucas oportunidades, pelo menos até 2017, quando conseguiu assumir a titularidade.

Após passar a integrar a equipe titular, a lateral-direita foi peça fundamental na campanha vencedora do Brasileirão Feminino. O torneio é a competição mais importante da modalidade no Brasil, e atualmente tem sido extremamente prestigiado. Na final de 2021, por exemplo, a partida foi acompanhada por mais de 4 milhões de telespectadores na TV aberta. Além disso, até mesmo as plataformas de apostas passaram a cobrir os palpites na competição, sendo que o LeoVegas é confiável e disponibiliza pitacos nos principais eventos esportivos do planeta. Ofertando odds elevados, assim como promoções recorrentes e dicas estratégicas valiosas.

Após sua campanha vencedora no Santos, Katiuscia não teve o seu contrato renovado, e acabou retornando ao Rio Preto, onde acabou vencendo o Campeonato Paulista e sendo eleita a melhor da sua posição no torneio. O seu ótimo desempenho chamou a atenção do treinador do Corinthians, Arthur Elias, levando ela para a equipe em 2018. No seu primeiro ano pelo Timão, ela voltou a vencer o Brasileirão pela segunda vez na carreira, estendendo ainda o seu vínculo com a equipe no final da temporada. Desde a sua chegada ao Timão, Katiuscia levantou seis troféus – dentre os principais estão a Libertadores de 2019 e os Campeonatos Brasileiros de 2020 e 2021.

Liberdade na equipe

A lateral-direita aponta que o clube promove apoio e tratamento igualitário às mulheres que compõem o elenco e formam a identidade do Corinthians – com isso, ela tem total liberdade para falar sobre assuntos relacionados à comunidade LGBT+. “Sim, eu sinto que nós temos liberdade e o apoio de todos aqui no Corinthians para tratar desse assunto. É um ponto pacífico entre nós. Inclusive, esse ano, na ocasião do Dia Internacional Contra a LGBTfobia, todas nós entramos em campo com máscaras e pulseiras estampadas com a bandeira da diversidade”, afirma a jogadora.

Katiuscia ainda afirma que comunidade LBGT+ foi essencial em sua trajetória, apontando que todo o conceito “significa autonomia para ser quem você quiser e liberdade para viver com quem desejar”.

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