Pré-candidata a deputada federal LGBTQIAP+ tem conta bloqueada temporariamente por escrever ‘sapatão’

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Por Luísa Marzullo

Por ao menos doze horas, a jornalista e pré-candidata a deputada federal Camila Marins (PT-RJ) teve a conta do Twitter bloqueada por um post que teria violado as regras da plataforma por “conduta de ódio”. Ao publicar uma foto ao lado das atrizes Marieta Severo e Laura Castro, na pré-estreia do filme “Aos Nossos Filhos”, Camila escreveu “A diva Marieta Severo fazendo o L com as sapatão e as travestis”. O ato foi interpretado, pelo algoritmo, como uma forma de promover violência contra outras pessoas com base em orientação sexual, identidade de gênero, raça ou religião. A pré-candidata se identifica como negra, feminista e sapatão. Ao GLOBO, Camila considerou a atitude como um ataque à democracia.

— Nossa pré-campanha teve um prejuízo enorme no contato com a população. Ficamos com a conta bloqueada até que o Twitter analisasse nosso recurso — afirmou a jornalista.

A pré-candidata teve o tuíte suspenso por violar as regras da plataforma — Foto: Arquivo pessoal

A pré-candidata teve o tuíte suspenso por violar as regras da plataforma — Foto: Arquivo pessoal

A reportagem procurou o Twitter que confirmou que a conta foi temporariamente bloqueada em decorrência de um engano no sistema de análise de potenciais violações às regras da plataforma. “O erro foi identificado e a conta foi restabelecida. Violações às regras do Twitter são comunicadas aos proprietários das contas, que podem recorrer por meio da Central de Ajuda”, informaram em nota.

De acordo com a assessoria da petista, esta não foi a primeira vez que ela sofreu bloqueio nas redes. No entanto, é a primeira vez que ocorre enquanto pré-candidata. Constantemente, palavras como “gay” são censuradas em perfis de membros da comunidade pela suspeita de ser uma ofensa.

— É urgente a regulação social e econômica das plataformas digitais com transparência e participação popular porque os algoritmos atuam como forma de censura à nossa população LGBTQIAP+ — completou Camila.

O Globo

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