Parada LGBT reúne milhões na Avenida Paulista com música e crítica a Bolsonaro

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Organizadores estimaram 3 milhões de pessoas circulando pelo evento, que teve 19 trios elétricos com shows variados e protestos contra homofobia.
Leo Branco e Guilherme Caetano

SÃO PAULO — Com tom político, uma multidão celebrou neste domingo a 23ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, uma das maiores do mundo. De acordo com estimativa dos organizadores, cerca de 3 milhões passaram pelas avenidas Paulista e Consolação ao longo do dia — o mesmo número do ano passado.

O evento foi marcado por críticas ao presidente Jair Bolsonaro, que reiteradamente declarou-se contrário a causas do movimento LGBT, como o reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Gritos de guerra com as palavras “resistência” ou com mensagens críticas ao presidente foram puxados por boa parte dos 19 trios elétricos . Além disso, cartazes e broches com o lema “LGBT contra Bolsonaro” estavam sendo distribuídos aos participantes.

— As gerações mais novas do movimento LGBT ficaram um pouco apavoradas (com a eleição de Bolsonaro), mas a gente sempre enfrentou repressão — declarou Cláudia Garcia, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT, organizadora do evento — Agora tem um agravante, que é o governo, mas é assim que a luta continua. É o resgate da história, para as pessoas aprenderem como o movimento começou, como continua e o que fazer de agora em diante.

Drag queens no carro elétrico na Parada do Orgulho LGBT 2019, em São Paulo Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo
Drag queens no carro elétrico na Parada do Orgulho LGBT 2019, em São Paulo Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

SÃO PAULO — Com tom político, uma multidão celebrou neste domingo a 23ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, uma das maiores do mundo. De acordo com estimativa dos organizadores, cerca de 3 milhões passaram pelas avenidas Paulista e Consolação ao longo do dia — o mesmo número do ano passado.

O evento foi marcado por críticas ao presidente Jair Bolsonaro, que reiteradamente declarou-se contrário a causas do movimento LGBT, como o reconhecimento do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Gritos de guerra com as palavras “resistência” ou com mensagens críticas ao presidente foram puxados por boa parte dos 19 trios elétricos . Além disso, cartazes e broches com o lema “LGBT contra Bolsonaro” estavam sendo distribuídos aos participantes.

— As gerações mais novas do movimento LGBT ficaram um pouco apavoradas (com a eleição de Bolsonaro), mas a gente sempre enfrentou repressão — declarou Cláudia Garcia, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT, organizadora do evento — Agora tem um agravante, que é o governo, mas é assim que a luta continua. É o resgate da história, para as pessoas aprenderem como o movimento começou, como continua e o que fazer de agora em diante.

Não foi só política

Com cartazes enfeitados com corações e carinhas felizes, mulheres ofereciam “abraços de mãe” para homossexuais que encontram a oposição de familiares. A advogada Kathia Regina Oliveira, de 57 anos, tinha um desses cartazes.

— A maioria das pessoas renega o que não segue esse modelo tradicional de família. Estou aqui hoje oferecendo abraços porque é um gesto de apoio emocional. Muita gente até chora — disse Oliveira, que veio com os dois filhos, o marido e o cachorro da família.

A administradora Joéssia Ferraz, de 55 anos, veio com a filha Rayza e a nora para também oferecer abraços. Ela diz que, apesar de sua filha não sofrer com a desaprovação da família, ela se sente na obrigação de retribuir esse carinho a outras pessoas gays que sofrem com a homofobia dos pais.

Evangélicos presentes

Igrejas evangélicas marcaram presença na Parada. O assistente administrativo Luiz Braga, de 32 anos, compareceu ao evento em nome da Igreja Cristã Contemporânea para demonstrar apoio à comunidade LGBT.

— Nós somos de uma igreja que aceita gays. Entendemos que Jesus não faz essa discriminação que muitos fazem — afirma Braga.

Entre os trios elétricos, o Bloco Gente de Fé, que congrega diversas instituições, como a Igreja Batista, a Católica, a Metodista e a Anglicana, protestava contra a discriminação sexual.

 

O Globo

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