Famoso por ‘Juno’, Elliot Page é o primeiro homem trans na capa da Time

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Tom Henrique

Elliot Page é o primeiro homem transgênero a estampar a capa da aclamada revista Time. Ele também deu uma sincera entrevista para a publicação sobre o que vem sentindo, desde que assumiu sua transexualidade, e os medos que está enfrentando em sua nova fase da vida.

Ele ficou famoso ao interpretar a protagonista de “Juno”, quando ainda se identificava como uma mulher, e assinava seus trabalhos como Ellen Page. Depois disso, fez diversos trabalhos de destaque em filmes e séries como em “X-Men”, e “The Umbrella Acadamy”.

Na entrevista para a Times, ele contou como se sente sobre como será seu futuro nas artes, agora que assumiu seu verdadeiro “eu”.

“Estou muito animado para atuar, agora que sou totalmente quem sou, neste corpo. Independentemente dos desafios e dos momentos difíceis, nada equivale a se sentir como me sinto agora”, revelou feliz.

Page também falou sobre o carinho, e ao mesmo tempo o ódio que recebeu após se assumir um homem trans “Pessoas extremamente influentes estão espalhando esses mitos e retórica prejudicial – todos os dias você vê nossa existência ser debatida. As pessoas trans são muito reais. Meu privilégio me permitiu ter recursos para passar e estar onde estou hoje, e é claro que quero usar esse privilégio e plataforma para ajudar da maneira que puder”.

Sabendo que teve uma vida mais privilegiada do que outras pessoas transexuais, Elliot quer usar de sua visibilidade para ajudar muita gente.

“Nós sabemos quem somos. As pessoas se apegam a essas ideias firmes [sobre gênero]porque isso faz com que as pessoas se sintam seguras. Mas se pudéssemos celebrar todas as complexidades maravilhosas das pessoas, o mundo seria um lugar muito melhor”.

Durante a entrevista para a Times, ele falou como foi difícil um período da sua vida quando não se reconhecia ao se olhar no espelho “Eu simplesmente nunca me reconheci. Por muito tempo eu não conseguia nem olhar uma foto minha. (…) Como explicar às pessoas que, embora [eu fosse]um ator, colocar uma camiseta com corte feminino me deixaria tão mal?”, desabafou.

“Me assumi gay mas seguia desconfortável com seu corpo”

Antes de se declarar transexual, Page havia se assumido gay em 2014. Um famoso discurso dele na conferência da Campanha de Direitos Humanos, ele já havia falado sobre “padrões esmagadores” que a indústria do cinema impõe para atores e espectadores “Existem estereótipos generalizados sobre masculinidade e feminilidade que definem como todos devemos agir, nos vestir e falar. E eles não servem a ninguém”.

“A diferença em como eu me sentia antes de assumir que era gay para depois foi enorme. Mas o desconforto com meu corpo alguma vez foi embora? Não não não não”.

Foi a pandemia do coronavírus que fez com que Elliot percebesse e se assumisse totalmente “Tive muito tempo sozinho para realmente focar nas coisas que penso, de muitas maneiras, que inconscientemente estava evitando”, contou.

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