Conheça os 9 melhores filmes gays femininos dos últimos tempos

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Descubra filmes que definiram o cenário lésbico em Hollywood

O mês de junho é mundialmente conhecido por celebrar o orgulho LGBTQ+. Na última semana, iniciamos a série de matérias de melhores filmes que dão visibilidade para os membros de grupo. Esta semana, indicamos os excelentes filmes gays femininos dos últimos anos. Confira a lista:

 

Awol

Lola Kirke (foto) ficou bem conhecida no nicho indie com Mistress America (2015). Por isso, filme após filme, Lola tem mostrado cada vez mais seu talento como atriz. Em Awol, não é diferente. Neste filme, a atriz interpreta Joey, uma garota que acabou de finalizar o ensino médio e procura um rumo em sua vida. Preocupada com seus planos, sua mãe a inscreve no exército. Porém, Joey conhece Rayna (Breeda Wool), uma moça que irá mostrar um caminho que Joey sempre quis trilhar. Assim como citado, Lola mais uma vez traz a força de seu talento em viver uma jovem mulher confusa. Além disso, Awol mostra as dificuldades do gênero feminino em viver um amor em um interior americano tão hostil.

 

Lola Kirke em AWOL. Foto – Divulgação

LoveSong

Estrelado por Riley Keough e Jena Malone, LoveSong conta a história de duas amigas que descobrem um sentimento além da amizade durante uma viagem. Por mais que LoveSong nunca atinja seu potencial por completo, é muito gratificante ver uma mulher (So Yong Kim) dirigir uma película com tanta empatia e sensibilidade. E graças ao esforço de Kim em recriar um universo homossexual feminino, LoveSong se torna uma experiência fantástica. Ainda mais porque as atrizes interpretam suas personagens com muita intensidade.

Riley Keough e Jena Malone em Love Song. Foto – Divulgação

First Girl I Loved

Já imaginou o filme Meu Primeiro Amor gay? Essa é a narrativa que First Girl I Loved segue. Porém, de forma mais complexa, o diretor Kerem Sanga resolve contar a história de duas meninas que se apaixonam durante o ensino médio. Misturando o sub-gênero coming-of-age com temática LGBTQ+, Sanga consegue dosar de foma muito genuina o amor entre duas adolescentes.

Brianna Hildebrand e Dylan Gelula. Foto – Divulgação

Adeus, minha Rainha

No cenário de arte europeu, Benoît Jacquot, demostrou muita versatilidade ao contar histórias. Com Adeus, minha Rainha não foi diferente. Jacquot conta como Maria Antonieta ignora importantes acontecimentos na corte para viver um amor proibido com uma jovem leitora.

Léa Seydoux e Diane Kruger. Foto – Divulgação

O Mau Exemplo de Cameron Post

O Mau Exemplo de Cameron Post é um dos exemplos mais controversos da lista. Nele, conta-se a história de Cameron, uma estudante que é forçada a passar pela terapia de conversão homossexual após ser flagrada com outra menina da sua escola. Assim como First Girl I Loved, este longa-metragem traz o conceito de coming-of-age com muita intensidade e transparência. Registrando também uma das melhores atuações de Chloe Moretz como Cameron.

Sasha Lane e Chloe Moretz. Foto – Divulgação

Desobediência

Ronit (Rachel Weisz) precisa voltar para cidade natal após a morte de seu pai, o tradicional rabino do local. Ao retornar, a mulher desperta a antiga paixão por sua amiga de infância, Esti (Rachel McAdams). Dirigido por Sebastián Lelio (Uma Mulher Fantástica), o filme consegue causar discussões importantíssimas entre sexualidade e religião. Mesmo que falte mais ousadia, ver duas atrizes se desafiarem em papeis tão delicados já vale o tempo.

Rachel Weisz e Rachel McAdams. Foto – Divulgação

Ligadas pelo Desejo

Antes de fazerem sucesso com Matrix e Sense8, as irmãs Wachowski agitaram o âmbito LGBQT+ com o suspense noir Ligadas pelo Desejo. Jennifer Tilly intepreta uma mulher casada com um mafioso que se revolta contra as agressões e abusos. Na tentativa se vingar, ela se apaixona por uma ex-presidiária que a ajuda no plano de matar e roubar todo o dinheiro do marido. Inédito em trazer uma temática tão delicada para época, Ligadas Pelo Desejo é um dos filmes gays femininos mais revolucionários dos últimos anos, tanto pelo estilo quanto pelas ideias e atuações.

Jennifer Tilly e Gina Gershon. Foto – Divulgação

Almas Gêmeas

Assim como as irmãs Wachowski, Peter Jackson já foi muito conhecido no cinema independente antes de atingir o estrelado hollywoodiano. Depois da sua fase terrir, Jackson se aventurou – com muito sucesso – no melodrama noventista. Para mostrar seu talento com o ritmo dramático, o diretor escolheu uma história real sobre duas adolescentes que se apaixonaram e atingiram um pico extremamente trágico para provarem o amor entre elas. Mesmo que tenha um desfecho chocante e intragável, Almas Gêmeas é a demonstração de uma liberdade de ideias e criatividade de um diretor e elenco. Além da direção de Jackson, Kate Winslet e Melanie Lynskey demonstram neste filme, um talento nato e empático pelos personagens reais.

Kate Winslet e Melanie Lynskey. Foto – Divulgação

Carol

Talvez o exemplo mais universal da lista. Quem dirigiu Carol foi Todd Haynes, um diretor que sempre mostrou muita sensibilidade ao retratar o universo feminino, vide Longe do Paraíso (2002), estrelado por Julianne Moore. Em Carol, Haynes consegue simbolizar com muito desvelo, o amor entre duas mulheres de classes sociais distintas. Protagonizado por Cate Blanchett e Rooney Mara, Carol conseguiu emergir para o cinema comercial uma realidade sobre duas mulheres apaixonadas.

Cate Blanchett e Rooney Mara. Foto – Divulgação

 

Por Leonardo Resende

Jornal de Brasília

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