Brasileiros participam do maior festival de cinema LGBTQ do mundo

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Sete produções do Brasil disputam prêmios no Outfest, que acontece até dia 28 em Los Angeles

Por Gabriela Egito

Há quase quatro décadas, Los Angeles sedia o festival de cinema LGBTQ mais importante do mundo. Durante 11 dias, entre 18 e 28 de julho, o Outfest exibe mais de 150 longas e curtas de diversos países para um público de mais de 40 mil pessoas. Este ano, o Brasil está representado por sete produções, que disputam prêmios na competição patrocinada por marcas de peso como HBO, AT&T e Hyundai.

O curta “O Órfão” (The Orphan) é o maior destaque entre os brasileiros. Escrito e dirigido por Carolina Markowicz, o filme ganhou a Palma Queer em Cannes no ano passado. Na trama de 15 minutos, o adolescente afro-brasileiro Jonathas se prepara para se decepcionar mais uma vez, após sucessivas experiências mal-sucedidas, ao saber que um novo casal quer adotá-lo. A sessão está marcada para o dia 23 (terça), às 21h30, na Plaza de la Raza.

O filme faz parte da mostra “La Vida Es Un Carnaval”, uma coleção de curtas inspiradores dos EUA e da América Latina com histórias de descoberta e afirmação da identidade queer. Nessa mesma sessão, também será exibido “Selma Depois da Chuva” (Selma After the Rain), em que uma mulher trans retorna às suas origens para cuidar da mãe que sofre de Alzheimer, revisitando dramas familiares. A obra é dirigida por Loli Menezes.

Outros dois curtas nacionais participam da mostra temática “Gotta Have Faith”, que aborda espiritualidade e religiosidade, no dia 25 (quinta), às 17 horas, no Chinese Theater. Em “O Mistério da Carne” (Desires of the Flesh), Camila é uma garota que adora ir à missa no domingo porque é dia de encontrar Giovana. O filme de autoria de Rafaela Camelo estreou este ano no prestigiado festival de Sundance.

O “La Flaca” (The Bony Lady), escrito e dirigido por Adriana Barbosa e Thiago Zanato, mistura documentário e ficção para contar a história da trans Arely Vasquez e sua promessa de devoção à Santa Muerte, também conhecida como Senhora das Sombras na cultura mexicana.

Dentro da mostra temática “Eyes That Show Kaleidoscopes”, o Brasil apresenta a animação “Sangro” (I Bleed), que traz o relato íntimo de um portador de HIV sobre sua condição. O filme de 7 minutos, concebido por Bruno H Castro, Guto BR e Tiago Minamisawa, será exibido no dia 21 (domingo), às 14h15, no Moca Grand.

Em “Reforma” (Renovation), o roteirista e diretor Fábio Leal é Francisco. Ele relata seus recentes encontros sexuais com vários parceiros em uma tentativa de melhorar sua própria imagem corporal. O curta ganhou o prêmio de melhor filme, roteiro e direção no festival Mix Brasil, o mais importante do país. Serão duas sessões, uma no dia 24 (quarta), às 22h, e outra no dia 28 (domingo), às 13h, ambas no Chinese Theater.

“Mr. Leather” é o único longa-metragem brasileiro selecionado. O documentário dirigido por Daniel Nolasco apresenta cinco homens que disputam o título de Mr. Leather Brazil 2018. Eles encenam ilustrações do artista plástico homoerótico Tom of Finland e falam sobre a subcultura do fetiche por couro em São Paulo. A exibição está programada para o domingo às 21h45 no Chinese Theater.

Os ingressos para cada sessão custam 16 dólares e podem ser adquiridos com antecedência no site https://festival.outfest.org. Há descontos para estudantes, idosos e membros da Outfest.

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