Veja dicas de famosos destinos LGBTQI

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Tolerância e respeito são os elementos mais importantes para definir um destino turístico para lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, transgêneros, queers e intersexuais.

LEILA ENDRUWEIT

Berlim*

O que é um destino LGBTQI? Não é preciso, necessariamente, ter atrações exclusivas para esse grupo. Claro, oferecer eventos específicos para esses viajantes é um atrativo, mas o que a comunidade mais busca é um lugar onde seja aceita e bem tratada. Veja a seguir uma lista de lugares considerados famosos por receberem esse público.

Berlim

Um dos primeiros destinos a investir no segmento LGBTQI, a capital alemã também é muito gay friendly. A cidade tem um bairro que é hotspot da comunidade gay desde os anos 1920: Schöneberg, cheio de cafés, bares, pubs, bibliotecas, restaurantes, saunas e lojas destinadas a esse público.

Nova York

TIMOTHY A. CLARY / AFP
TIMOTHY A. CLARY / AFP

Segundo o presidente e CEO da NYC & Company, Fred Dixon, “em estimativas conservadoras”, a Big Apple recebe mais de 7 milhões de turistas LGBTQI por ano, com um impacto econômico superior a US$ 7 bilhões. Para ele, além da oferta de eventos e atrações, o que importa mesmo para tornar a cidade gay friendly é a igualdade.

Viena

DIETER NAGL / AFP
DIETER NAGL / AFP

Não muitas cidades europeias têm uma história gay tão rica como Viena, que teve imperadores, generais e compositores homossexuais.

A mistura impressionante de cultura, história, alegria de viver e tolerância fazem da capital austríaca um grande destino gay friendly. Entre os eventos que atraem a comunidade LGBTQI, estão Vienna in Black, Life Ball, Diversity Ball, Vienna Boylesque Festival, Identities _ Queer Film Festival e a Rainbow Parade.

Barcelona

LLUIS GENE / AFP
LLUIS GENE / AFP

Foi pioneira na luta pelos direitos LGBTQI na Espanha e, hoje, é um dos destinos mais gay friendly da Europa. Embora o bairro Eixample (conhecido localmente como “Gayxample”) seja o lugar em que a maioria dos negócios voltados a LGBTQI estão concentrados, festas gay e outras atrações para o segmento estão espalhados pela cidade. Além disso, a cena gay de Barcelona está totalmente integrada ao dia a dia da cidade.

 O que é turismo LGBTQI

– Segundo a Associação Gay e Lésbica de Viagem (IGLTA, na sigla em inglês), o turismo LGBTQI se refere ao desenvolvimento e ao marketing de produtos e serviços turísticos voltados para pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros, queers e intersexuais). Alguns serviços são feitos especificamente com esse público em mente, como lua de mel e cerimônias de casamento para casais de mesmo sexo, ou acomodações e passeios exclusivamente desenvolvidos para grupos de gays.

– Em outros casos, destinos ou fornecedores de serviços (como companhias aéreas e redes de hotéis) buscam garantir ao consumidor LGBTQI que, ao visitar o destino ou adquirir seus produtos ou serviços, eles serão bem-vindos e respeitados.

Evolução

– Ao longo das últimas décadas, algumas empresas pioneiras criaram roteiros para ajudar o público LGBTQI a se conhecer, socializar ou viajar com segurança a novos destinos. Em 1973, Hanns Ebensten, considerado por muitos como o pai do turismo gay, fez seu primeiro tour – uma viagem pelo Rio Colorado, no Grand Canyon.

– Com a introdução do casamento gay em vários países e a maior visibilidade da comunidade LGBTQI, o setor de turismo se beneficiou com o consequente aumento de destination weddings, luas de mel e até viagens pré-casamento.

– Atualmente, há agentes e operadores de turismo especializados em levar o público LGBTQI, seus amigos e suas famílias a algumas dos mais exóticos e longínquos destinos do mundo.

Dicas para o mercado de turismo

– Não generalize: refletindo a diversidade dos seres humanos, a comunidade gay também é muito diversa. Não há apenas um tipo de pessoa ou somente uma experiência de viajar como um indivíduo LGBTQI.

– Por exemplo: estudo de 2015 da Community Marketing, Inc. revelou que 66% dos homens homossexuais frequentaram um bar gay e que 60% foram a um bairro gay quando estavam em férias nos últimos 12 meses. A pesquisa indicou também que o mesmo foi feito por apenas 38% e 39% das mulheres lésbicas, respectivamente.

– Entre as razões para esse resultado, pode estar o fato de que mais homens do que mulheres gays se identificaram como solteiros, enquanto as lésbicas tendem a viajar mais com as famílias, alinhando seus hábitos de consumo mais aos acompanhantes heterossexuais.

Dicas para turistas LGBTQI

– Ao mesmo tempo em que advoga por segurança e respeito à comunidade LGBTQI, a IGLTA aconselha a todos os turistas gays pesquisar as leis do destino a que vão viajar e respeitar as normas e os costumes locais. É recomendado, também, ter os contatos da embaixada de seu país, em caso de emergência.

– Ao escolher o destino das próximas férias, um princípio é universal: lugares que são bons para o público LGBTQI morar também são bons lugares para visitar.

Fonte: Second Global Report on LGBT Tourism, da Organização Mundial de Turismo

*A jornalista de ZH participa do Deutsch-Lateinamerikansches Programm von IJP e, por dois meses, trabalha como redatora convidada no jornal Die Welt, de Berlim.

https://gauchazh.clicrbs.com.br/comportamento/viagem/noticia/2018/04/veja-dicas-de-famosos-destinos-lgbtqi-cjfijpx3y04dh01ph6awvduuc.html
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