Ministro alemão quer proibição de terapias de conversão para homossexuais

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A “homossexualidade não é uma doença”, garantiu Jens Spahn.

O ministro alemão da Saúde, Jens Spahn, anunciou publicamente que vai tentar banir “as terapias de conversão” que alegam poder alterar a orientação sexual de alguém. A “homossexualidade não é uma doença e é por isso que não precisa de ser tratada”, garantiu, citado pelo Guardian.

Jens Spahn, que é ele próprio um homem gay, acrescentou que tinha esperança que uma lei que proibisse esse tipo de terapias pudesse ser adotada até ao verão no país.

“Não acredito nessas terapias, em grande parte devido à minha própria homossexualidade”, referiu Spahn.

O ministro, que faz parte do partido de Angela Merkel, CDU, está a contar com o apoio dos seus colegas para passar a lei, quando e se isso ocorrer.

As terapias de conversão, por vezes chamadas como ‘terapias de cura’, terapias de reparação, entre outras, referem-se a ‘tratamentos’ que têm como objetivo mudar a orientação sexual de uma pessoa ou suprimir a sua identidade de género. Normalmente, as práticas envolvem conversas, mas em casos mais extremos podem envolver injeções de testosterona ou choques elétricos.

Esse tipo de terapias espalhou-se por várias zonas do mundo, incluindo os Estados Unidos ou Portugal e são normalmente usadas por pais de adolescentes homossexuais ou transgénero contra a sua vontade. Na União Europeia apenas Malta e algumas regiões espanholas baniram a prática legalmente.

 

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