YouTube é processado nos EUA por censurar e discriminar conteúdo LGBTQ

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Um grupo de criadores de conteúdo da comunidade LGBTQ resolveu entrar com um processo contra o YouTube nos Estados Unidos. De acordo com os autores da ação, a plataforma de vídeos do Google vem “suprimindo” conteúdo direcionado ao seu público.

Além disso, os autores também acusam o site de dificultar a monetização de vídeos que usam as palavras “gay”, “bissexual” e “transgênero” no título. Isso acaba se tornando uma violação das leis do estado da Califórnia:

O YouTube usa práticas ilegais de regulação, distribuição e monetização de conteúdo que estigmatizam, restringem, bloqueiam, desmonetizam e prejudicam financeiramente os produtores LGBTQ e a comunidade que acessa a plataforma […] O YouTube também está envolvido em conduta discriminatória, anticoncorrencial e ilegal que prejudica uma classe de pessoas protegidas sob a lei da Califórnia.


Não é a primeira vez que criadores de conteúdo LGBTQ dos Estados Unidos acusam o YouTube de discriminação sexual. Em 2018, alguns canais foram desmonetizados e até mesmo receberam bloqueio da plataforma por conter “conteúdo inapropriado”.
Chase Ross disse que a plataforma fez isso devido ao uso da palavra “transgênero” no título:
Não sinto que as pessoas nos levam a sério e isso precisa mudar. O YouTube realmente precisa começar a dar atenção a essa comunidade. Por isso, não sinto que pertenço a uma plataforma que eu e outras pessoas LGBTQ ajudaram a criar.
Outros criadores lembraram de uma polêmica de 2017 quando o YouTube começou a exibir anúncios anti-LGBTQ em vídeos que eram direcionados ao público gay. Recentemente, a plataforma também foi acusada de não agir contra um youtuber que ameaçou de morte um jornalista que trabalha com assuntos relacionados a diversidade sexual.
Quando o caso ganhou repercussão no Twitter, o YouTube foi obrigado a desmonetizar esse canal e o Google divulgou um pedido de desculpas em suas redes sociais.

Comentando o processo, a CEO do YouTube, Susan Wojcicki, disse que a plataforma não desmonetiza automaticamente conteúdo LGBTQ. Além disso, ela informou que não há políticas que proíbam que certas palavras sejam colocadas no título.
Trabalhamos muito para garantir que, quando nossa IA [Inteligência Artificial] aprende alguma coisa – porque muitas de nossas decisões são feitas por algoritmos – ela deve ser justa. Não deveria haver qualquer desmonetização automática.
Além disso, Wojcicki garantiu que as principais ferramentas de moderação do YouTube – recomendação e monetização – operam de forma independente. Assim, ela garante que as decisões da plataforma tentam ser justas.
O YouTube sempre foi lar de muitos criadores LGBTQ e é por isso que somos uma plataforma emocionante. Sempre quisemos apoiar abertamente essa comunidade.

Tectudo

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