Profissionais LGBT enfrentam maior dificuldade para conseguir emprego

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Pesquisa revela que uma em cada cinco empresas no Brasil opta por não contratar pessoas LGBT

Conseguir um emprego está cada vez mais difícil para os pernambucanos. Essa dificuldade é ainda maior para o público LGBT, devido ao preconceito. Mesmo qualificadas, essas pessoas sofrem para entrar no mercado de trabalho.

De acordo com uma pesquisa, no Brasil, a cada cinco empresas, uma opta por não contratar lésbicas, bissexuais, gays, transexuais ou travestis. O levantamento feito pelo portal Plata o Plomo revelou que, no Brasil e no exterior, 41% dos entrevistados afirmaram já ter sofrido discriminação, por causa de sua identidade de gênero ou orientação sexual. 

“Não tive oportunidade de participar de uma seleção”

Há quase 1 ano, Eduarda Rosendo trabalha como atendente. Mesmo qualificada, ela enfrentou vários empecilhos para conseguir um emprego, só pelo fato de ser travesti. “Sempre tive experiência nas áreas em que procurava trabalho e nunca tive a oportunidade de ter uma conversa ou chegar a participar de uma seleção ou entrevista”, revelou. 

Dados – Sexualidade e Mercado de Trabalho

  • 41% das pessoas afirmaram já ter sofrido discriminação por causa de sua identidade de gênero ou orientação sexual. 
  • 33% das empresas brasileiras não contratariam pessoas LGBT para cargos de chefia.
  • 66% dos funcionários LGBT escondem sua sexualidade no ambiente de trabalho.
  • 90% das travestis se prostituem por não conseguir emprego.

Indenização

A empresa que discrimina o candidato pela orientação sexual ou identidade de gênero pode ser obrigada a pagar uma indenização. “Pagamento de indenizações em dinheiro para o indivíduo atingido. No caso das ações do Ministério Púbico, uma indenização em dinheiro devido à reversão por dano moral coletivo”, esclareceu Fábio Farias, desembargador do Tribunal Regional do Trabalho de Pernambuco (TRT-PE). 

Especial – Identidades

Temas como preconceito, homofobia, barreiras para conseguir um emprego e a nova concepção de família são abordados na série de reportagens especiais “Identidades”, feita pela TV Jornal, no mês de maio deste ano. 

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a homofobia e a transfobia como crimes. A pena prevista é de um a três anos, podendo chegar a cinco anos, em casos mais graves. Um seminário do  Tribunal Regional do Trabalho vai discutir a questão da invisibilidade do público LGBT no mercado. O evento será no Instituto de Desenvolvimento Educacional, na rua Manoel de Brito, 311, Pina, no Recife. As inscrições podem ser feitas gratuitamente pelo e-mail: eventos.crpe@fundacentro.gov.br 

Tv Jornal

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