Festival LGBTQI+ termina em lama e festas canceladas

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Xama Festival 2022 terminou em lama, falta de espaço para se proteger da chuva e festas canceladas, irritando as pessoas que compraram ingresso para participar dos sete dias do festival LGBTQI+, que aconteceu entre os dias 27 de dezembro a 2 de janeiro, em Paraty (RJ).

Participantes usaram as redes sociais para compartilhar os perrengues que enfrentaram no festival. Eles reclamaram que os organizadores do evento postaram apenas fotos da cintura para cima dos convidados para não mostrar a lama formada pela chuva que atingiu a região.

 

“Fora que no Instagram deles só tem imagens aceitáveis do evento com ângulos da cintura para cima porque o chão virou barro. Imagem do local do eventos antes de tudo virar um esgoto”, escreveu o dono do perfil Enjuardo no Twitter.

Enjuardo também publicou fotos e vídeos do evento. Um dos vídeos compartilhados mostra um grupo sendo transportado em um pequeno barco enquanto chovia. Eles usavam capas de chuva e guarda-chuvas para se proteger. Em outra foto o dono do perfil aparece usando galochas sujas de barro com a legenda: “8h da manhã no pântano pensando em como eu ia postar tudo no Twitter.”

Outro internauta comentou sobre a lama na festa: “Estou preocupado com os LGBTs do Xama Festival! Mudei a localização do Grindr pro lamaçal para perguntar se precisam de ajuda, mas o app não roda lá. Tenso!”

O perfil No One compartilhou um vídeo das pessoas andando na lama e de um copo improvisado feito com garrafa pet. “A verdade que ninguém mostra no Festival Xama em Paraty. Cadê o close delas? O silêncio das gays nesse 1º de janeiro é ensurdecedor. Fyre festival das modernas.”.

No dia 30 de dezembro, os organizadores do evento pediram desculpas no Instagram para os participantes da festa “pelo grande perrengue” e disseram que estavam focados na resolução dos problemas. “Entendemos perfeitamente o quão grave e inconveniente esta situação é e pedimos desculpas sinceras.”

Os organizadores explicaram que organizaram o festival durante um ano e meio, mas estão lidando com “imprevistos imponderáveis”, como o grande volume de chuva que atingiu a região nos dias 30 e 31 de dezembro. “Imprevistos que surgiram de última hora e que detalharemos mais para frente para os nossos clientes”, diz o comunicado.

Internautas reagiram a postagem dos organizadores dizendo que faltou transparência e que estão decepcionados. “Galera, para de babação! A primeira festa já foi zuada e deixou de acontecer, sem contar o primeiro dia de bar da praia com vários itens pendentes. Total falta de respeito, apenas com histórias pela metade! Sem positividade tóxica por gentileza!”

Uma mulher reclama que prometeram comida e tinha uma fila enorme para dois fornos pequenos apenas com empanadas. “Pior do que vocês que fizeram a gente de palhaço é a galera clubista que passa pano só por causa do nome, vocês não entregaram nada do que foi prometido.”

Neste domingo (2), último dia do festival, os organizadores do evento publicaram novo comunicado admitindo que o Revéillon não aconteceu como gostariam, que estão lidando com tudo e analisando como as pessoas que se sentiram lesadas podem ser recompensadas. ” Entendendo a melhor forma para que as pessoas que se sentiram lesadas com as festas que foram canceladas sejam devidamente recompensadas.”

“Quero o reembolso total do valor do passaporte. Foi prometido algo completamente diferente do que aconteceu. Entendo galera que imprevistos aconteceram, mas é exatamente por isso que vocês tiveram 6 meses para mapear todos os possíveis riscos desse evento”, comentou uma das pessoas que participou do evento.

Folha Vitória

 

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