Conheça a editora que só publica mulheres e pessoas LGBT+

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  • Dita Livros aposta em temas engajados em publicações de não-ficção

  • Além da editora, selo também atua como livraria virtual de obras ligadas a gênero, raça e sexualidade

  • “Violência doméstica: histórias de opressão às mulheres” é o lançamento do mês no catálogo da editora

Que tal conhecer a história de um casal formado por duas mães de gêmeos? Ou então mergulhar em uma reportagem aprofundada sobre saúde sexual de lésbicas e bissexuais? Ler histórias que traçam o percurso opressor da violência doméstica também é uma opção. Todos esses temas são a sinopse das obras publicadas pela Dita Livros.

Fundada pela jornalista Luciana Benatti, a editora nasceu com a premissa de publicar apenas mulheres e pessoas LGBT+. Com experiência de longa data em jornalismo impresso, a repórter optou por temas pouco abordados pelo mercado editorial para ganhar destaque na área de obras de não-ficção.

“Observei que havia alguns temas que estavam em debate na mídia e nas redes sociais que não eram aprofundados. Então decidi criar uma editora para publicar essas questões que não eram de interesse da nossa sociedade patriarcal”, explica Luciana.

Além das publicações autorais, a editora também disponibiliza outros títulos na loja virtual, como obras produzidas por autoras negras, livros sobre feminismo e publicações para ler com as crianças.

O machismo e a literatura brasileira

Não é de hoje que o mercado editorial é dominado por uma só voz. Um levantamento realizado pela Universidade de Brasília aponta que 70% dos livros publicados pelas grandes editoras brasileiras desde 1965 foram escritos pela ala masculina da literatura.

A pesquisa também aponta que 60% das histórias são protagonizadas por homens, sendo que 80% são brancos e 90% heterossexuais.

Conheça os títulos da Dita Livros

Violência doméstica: histórias de opressão às mulheres

Para abordar a cruel realidade da violência doméstica, o livro traz relatos tocantes de sobreviventes, mostrando o impacto do machismo nas relações humanas.

Além da agressão física, a obra também aborda as outras quatro formas de violência sofridas pelas mulheres. Lançamento mais recente da Dita Livros, a publicação foi escrita pela advogada Bianca Alves e pela comunicadora Ticiana Oppel.

Vem cá: vamos conversar sobre a saúde sexual de lésbicas e bissexuais

Atendimento médico, ausência proteção contra infecções sexualmente transmissíveis, despreparo do sistema de saúde e direito ao prazer são alguns dos temas abordados pelo livro de Larissa Darc, escrito no formato de grande reportagem.

A obra é dividida em entrevistas, relatos e dados que apontam para alguns dos desafios enfrentados por mulheres que amam mulheres.

Mama: um relato de maternidade homoafetiva

Marcela e Mel decidiram ter filhos. Logo surge a dúvida: como um casal de mulheres faz para engravidar? Guiadas pela incógnita, as duas embarcam em uma jornada para descobrir as delícia e dificuldades da maternidade dupla.

Ao escolher por amamentar seus filhos gêmeos, mesmo sem ter sido ela a mulher a gestar, Marcela Tiboni literalmente peita os preconceitos e as intolerâncias que encontrou pelo caminho.

Transresistência: Pessoas trans no mercado de trabalho

O próximo título que será publicado pela editora é o livro escrito pelo jornalista trans Caê Vasconcelos. A publicação, ainda em processo de produção, traz relatos de pessoas transvestigeneres no mercado de trabalho.

Br.finanças

 

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