65% dos profissionais LGBTI+ já sofreram discriminação no trabalho

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Trabalhadores trans e bissexuais são alvos mais corriqueiros, segundo pesquisa

Mais de 6 entre cada 10 profissionais não-héteros cis já foram alvo de algum tipo de discriminação no ambiente onde trabalham, como ironias, piadas e insinuações de caráter preconceituoso. No caso de pessoas trans e bissexuais, esse número cresce: 86% e 72% dizem ter sido discriminados, respectivamente. Os números foram divulgado nesta segunda-feira (20) pela consultoria de cultura organizacional, diversidade e inclusão Santo Caos.

Ainda segundo o levantamento, que ouviu quase 20 mil trabalhadores de todas as faixas etárias entre novembro de 2020 e abril de 2022, 28% das pessoas LGBTI+ já sofreram assédio, verbal ou físico, no trabalho.

A pesquisa mostra que essa população (que representa 10,4% dos entrevistados) está menos disposto a recomendar a empresa onde trabalham do que aqueles que não são LGBTI+ (40% contra 59%). A permanência de um funcionário LGBTI+ em uma dada companhia é, em média, 3,07 anos – menor que os 4,13 anos de seus colegas hétero cis. Além disso, também tendem a ganhar menos: 47% das pessoas LGBTI+ têm renda média abaixo de quatro salários mínimos, contra 36% das pessoas que não fazem parte desse grupo.

“É evidente que a homossexualidade ainda é um tabu em determinados ambientes”, diz Liliane Rocha, conselheira de Diversidade para executivos, em recente relato à GQ Brasil. “Isso nos leva a um ponto que afeta muitas pessoas: o receio de que a orientação sexual seja um impeditivo na carreira, e de como a falta de segurança psicológica imputada, por vezes sutilmente por meio de piadinhas e LGBTfobia podem prejudicar a jornada profissional de alguém”, explica.

“A leitura dos dados nos permite inferir que a rotatividade maior da população LGBTI+ é consequência direta da discriminação e do assédio, que tornam o ambiente de trabalho mais tóxico para essas pessoas”, diz em nota a jornalistas Jean Soldatelli, sócio-diretor da Santo Caos. “Essa informação trazida pelo estudo corrobora a urgência de ações que promovam diversidade e inclusão nas empresas.

GQ Globo

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