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Dez Coisas para Discutir com a/o Gineco.

26/10/2006: Redação Labris
2004

Esta lista foi primeiramente publicada pela agência americana Gay and Lesbian Medical Association (GLMA), uma associação de médicos que visa promover a qualidade de serviços de saúde para a população gay, lésbica, bi e transexual. Com o intuito de estimular lésbicas a procurarem mais freqüentemente cuidados médicos e preparar a comunidade médica para atentar para questões pertinentes às mulheres homossexuais, a lista oferece uma visão geral sobre os hábitos e tendências de saúde dentro deste grupo.

A associação considera o câncer de mama como o primeiro lugar na lista. Outros preocupações que lésbicas deveriam discutir no consultório médico incluem depressão, câncer ginecológico, dieta e osteoporose.

"Muitas lésbicas e um grande número de profissionais de saúde ainda não se sentem à vontade ou não sabem discutir assuntos de saúde relacionados à orientação sexual", diz a diretora executiva da GLMA, Maureen S. O'Leary. Infelizmente, há riscos de saúde que são de maior preocupação para lésbicas e temos de ter certeza de que eles sejam abordados entre médicos e pacientes."

A ginecologista e ex- presidente da GLMA, Kathleen O'Hanlan, diz que a comunidade médica tem de estar atenta para todos os fatores - gênero, idade, histórico familiar e estado de saúde atual -- mas que há assuntos de competência cultural envolvidos no tratamento de lésbicas que muitos profissionais não entendem.

"Nós sabemos através de pesquisa", diz O'Hanlan, "que lésbicas têm menos propensão a buscar cuidados médicos do que outras mulheres por causa do estigma que elas vivenciam em todos os lugares da sociedade. Elas também sentem este estigma ao buscar cuidado médico. Profissionais de saúde por vezes se sentem constrangidos ao pedir informações de cunho íntimo e pessoal e apressam a consulta médica sem prestar nenhum aconselhamento à paciente."

"Embora mais pesquisa seja necessária para entender hábitos e fatores de risco", O'Hanlan continua, "há evidência de que lésbicas fumam mais e bebem mais. Também é mais provável elas seja obesas, um fator que agrava significativamente riscos para a saúde."


A Lista

1. Câncer de mama
Lésbicas têm a maior concentração de fatores de risco para desenvolver este câncer do qualquer subconjunto de mulheres no mundo. Junte isto ao fato de que muitas lésbicas com mais de 40 anos de idade não fazem mamografia, não fazem o auto-exame ou o exame clínico das mamas, o que pode fazer com que um câncer existente não seja diagnosticado quando ainda se encontra em estágio curável.

2. Depressão/Ansiedade
Lésbicas exibem sinais de estresse crônico por terem de enfrentar homofobia freqüentemente. Esta tensão é composta pela necessidade que algumas ainda sentem em esconder sua orientação sexual de colegas de trabalho e pelo fato de que muitas lésbicas perdem o apoio emocional de suas famílias devido ao desinteresse com que familiares tratam a vida amorosa de lésbicas.

3. Câncer ginecológico
Lésbicas têm riscos mais altos de desenvolver alguns dos cânceres ginecológicos. O que elas talvez não saibam é que um simples exame anual feito por um ginecologista pode facilitar o diagnóstico precoce, que, por sua vez, aumenta as chances de cura.

4. Forma Física
Pesquisas confirmam que as lésbicas têm mais massa corpórea do as mulheres heterossexuais. Obesidade é associada com alto risco de doenças cardíacas, cânceres e morte prematura. O que lésbicas precisam é de aconselhamento sobre como viver e comer saudavelmente bem como ajuda para exercitarem-se com saúde.

5. Uso de drogas
Pesquisa indica que drogas ilícitas podem ser usadas mais freqüentemente entre lésbicas do que entre as mulheres heterossexuais. Fatores de estresse que justificam tal estatística podem derivar da discriminação homofóbica. Lésbicas precisam dar apoio umas às outras e contar com o amparo de profissionais de saúde para encontrarem formas saudáveis para lidarem com esse estresse e para aprenderem técnicas de relaxamento e redução de tensão.

6. Cigarro
Pesquisa também indica que tabaco e fumo são usados mais freqüentemente por lésbicas do que por mulheres heterossexuais. Ao passo que o fumo é usado como um redutor de tensão ou para interações sociais, este vício é freqüentemente associado à taxas mais altas de cânceres, doenças do coração e enfisema--as três causas principais de morte entre mulheres.

7. Álcool
Uso e abuso de álcool podem ser mais altos entre lésbicas. Enquanto pequenas doses diárias podem ser boas para o coração e atuam como inibidoras de câncer e osteoporose, o abuso de álcool pode ser um fator de risco para doenças.

8. Violência doméstica
Uma pesquisa estatística nos Estados Unidos informa que violência doméstica ocorre em aproximadamente 11% de famílias lésbicas, metade do número de ocorrências reportadas por mulheres heterossexuais. Até onde se saiba, não há pesquisa semelhante que comprove ou aponte um número para violência doméstica em famílias lésbicas brasileiras. No entanto, tanto lésbicas no Brasil ou nos Estado Unidos sofrem com o mesmo problema: onde ir quando se sofre abusos físicos por parte da namorada ou parceira? Não há grupos de apoio, abrigos ou serviços em delegacias que aconselhem tanto a agredida quanto a agressora.

9. Osteoporose
As taxas e riscos de osteoporose entre lésbicas ainda não foram bem caracterizadas. Sabe-se, contudo, que cálcio e exercícios de levantamento de peso assim como abstinência ao fumo e álcool são os alicerces da prevenção. Testar a densidade óssea a cada quatro ou cinco anos pode determinar os níveis de desgaste dos ossos e auxiliar na prevenção do agravamento da doença.

10. Saúde de coração
Fumo e obesidade são os fatores de risco para doenças cardíacas que prevalecem entre lésbicas. Todas as lésbicas, mesmo aquelas em forma e que não fumam, devem realizar exames clínicos anuais – os tradicionais check ups. É durante este check up que a pressão sanguínea é conferida, colesterol é medido, diabete é diagnosticada e exercício físico é discutido. A prevenção de doença de coração, razão para morte de 45% das mulheres, deveria ser o foco principal de toda visita clínica.

O'Leary acrescenta "claro que muitas das preocupações de saúde para lésbicas são de igual importância para todas as mulheres. Mas nós temos que ter uma comunidade médica que entenda que há assuntos culturais --orientação, identidade de gênero, etnia, raça, situação econômica -- isso deve ser entendido também. Para lésbicas, a "Lista de 10 Coisas para Discutir no Consultório" é um lugar para começar ".


 

 

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Comentários
28/04/2008 18:42: juliane - SP
gostei da materia
mas eu gostaria de saber a origem de ser lésbica e se tem tratamento pois estou com problema com minha filha e não gostaria de ve-la assim
 
22/01/2009 12:20: Dana - PE
Gostei muito da matéria e fico feliz em saber que alguns médicos se preocupem em entender melhor esse grupo. Ser lésbica não é doença, não há tratamento, tem que haver muito amor para entender essa situação.
 
07/02/2010 15:44: Karen Lúcia - DF
Olá!
Achei esta página pois estou fazendo uma pesquisa sobre a saúde das mulheres lésbicas e os serviços de ginecologia. Achei bem interessante este site.
Aproveito para atualizar sobre a questão da violência doméstica, numero 8 da lista: Hoje, no Brasil, exite a Lei Maria da Penha, um maravilhoso marco jurídico que, dentre sua açoes, interfere e defende mulher lésbica vítima de violência doméstica acometida por sua companheira/parceira/namorada. :D
Obrigada pelo espaço!
Karen
 
07/03/2010 13:33: celiana fisk - BA
Gostaria de encontrar em meu Estado, particularmente em Salvador, médica de qualquer especilidade , principalmente ginecologista, que seja lésbica ou bissexual para melhor entender meu problema. Como identificar profissional com este perfil?
 
11/04/2012 20:55: mariana - PE
Sou lésbica e de fato tenho dificuldades em ir ao ginecologista, não me sinto a vontade, pelo preconceito q ainda é grande! Acredito q deveriam existir profissionais mais qualificados e preparados em pleno século XXI para esse público. J á está mais do q na hora de todos saberem q homossexualidade não é doença! Apenas uma maneira diferente de se viver a vida! Merecemos respeito!Lamento q ainda existam pessoas doentes q pensam o contrário! Essas q são doentes de verdade! Doentes de alma! RESPEITO E TOLERÃNCIA!