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Disfunções sexuais femininas

11/08/2006: O comportamento humano é resultante da combinação da história da espécie (filogênese), história particular do indivíduo (ontogênese) e história das práticas culturais (sociedade). Acreditamos que o Organismo humano é indivisível (visão monísta) e encontra-se em constante interação com o Ambiente. Por uma questão didática utilizamos o termo orgânico, psicológico e misto para melhor compreensão das possíveis causas das disfunções sexuais. As causas psicológicas (aprendizagem) são as que provocam mais Disfunções Sexuais Femininas (DSF). São, geralmente, ligadas a(os):

  • Fatores religiosos e culturais;
  • Fatores educacionais ligados à repressão sexual, rigidez dos pais e moralidade social;
  • Falta de informações sobre sexo e sexualidade;
  • Mulheres muito ansiosas, estressadas ou que usam substâncias psicoativas;
  • Fatores ligados à auto-estima e a auto-imagem, como a necessidade de ter um corpo perfeito;
  • Experiências sexuais negativas ou traumáticas na infância ou adolescência: abuso sexual, assédio moral, punição severa etc.
  • Presença de transtorno de personalidade associado: obsessão e compulsão, borderline etc.

Causas puramente orgânicas ou mistas (orgânica e psicológica) são de menor prevalência, podendo acontecer devido a(os): transtornos hormonais, transtornos neurológicos, transtornos endócrinos ou metabólicos, lesões cirúrgicas ou traumatismos e enfermidades ligadas ao sistema nervoso.

As DSF's mais comuns são (1):

Desejo Sexual Hipoativo: deficiência persistente ou recorrente ou ausência de fantasias, pensamentos e/ou desejo sexual, de receptividade ou de atividade sexuais, causando desconforto à mulher.

Aversão Sexual: persistência ou recorrência de aversão fóbica e evitação do contato sexual com parceiros (as), causando desconforto pessoal.

Disfunção de Excitação: inabilidade persistente ou recorrente, de obter ou manter suficiente excitação sexual ou bloqueio da lubrificação vaginal ou de outros componentes da resposta excitatória.

Anorgasmia: dificuldade, retardo ou incapacidade de obter orgasmo após suficiente estímulo sexual e excitação, causando desconforto à mulher.

Dispareunia: dor persistente ou recorrente associada com o intercurso vaginal (penetração).

Vaginismo: recorrência ou persistência de espasmos involuntários da musculatura do terço externo da vagina interferindo no coito vaginal, impedindo quase sempre ou sempre a penetração, causando desconforto pessoal.

Dor Sexual Não-coital: dor genital ou extragenital, recorrente ou persistente, induzida por estímulos sexuais não coitas.

A mulher que apresenta alguma DSF deve procurar um psicólogo que seja terapeuta sexual para um diagnóstico preciso. É necessário que o terapeuta sexual encaminhe a cliente para exame ginecológico com o objetivo de descartar alguma etiologia (causa) orgânica. Em seguida, será iniciado o tratamento da cliente.

 

Utilizo a Terapia Comportamental para o tratamento das DSF's. É uma terapia focada na queixa/diagnóstico da cliente, que dura em média de 20 a 24 sessões. Casos de diagnósticos menos complexos, o tratamento dura entre 10 e 15 sessões.

A terapia comportamental objetiva aplicar os princípios de aprendizagem experimentalmente estabelecidos. Seu propósito é superar hábitos impróprios, que causam sofrimento significativo à pessoa, através dos princípios do contracondicionamento, do reforço e da extinção modificando o comportamento do cliente.

Utilizo o seguinte protocolo de tratamento para disfunção sexual feminina:

Passo 1º. Fazer levantamento do histórico de vida da cliente

Passo 2º. Aplicar os Inventários de Sexualidade

Passo 3º. Encaminhar a cliente para uma avaliação ginecológica: exames laboratoriais e físicos

Passo 4º. Análise Funcional: identificar as variáveis externas das quais o comportamento sexual é função através da Tríplice Contingência: antecedente / resposta / conseqüente. (Identificação das relações entre estímulos Ambientais e respostas do Organismo)

Passo 5º. Definir uma estratégia específica para o tratamento da cliente

Passo 6º. Utilizar Focalização Sensorial e Dessensibilização Sistemática

(1) Fonte consulta bibliográfica: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV-TR). American Psychiatric Association. Ed. Artmed, Porto Alegre, 2003 e Reunião de Diretrizes Básicas em Disfunção Erétil e Sexualidade da Sociedade Brasileira de Urologia – Campinas S.P. Abril de 2002.
 

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Fonte: Pedrosa

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