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ABORTO: DIÁLOGO JOVEM

28/09/2005: Por Ana Adeve*

Antes de iniciar essa breve fala, gostaria de ressaltar que nós da Rede Jovens Brasil DSDR e das Jovens Feministas de SP acreditamos que a atuação pela legalização do aborto deve ser amplamente discutida, tanto nos espaços do Movimento Feminista, quanto nos espaços do Movimento de Juventude Geral. Falar sobre a legalização do aborto é discorrer sobre os direitos humanos e o acesso livre e pleno a esses direitos.

È refletir não só sobre a especificidade das mulheres jovens, negras e pobres, mas falar sobre a necessidade de se garantir direitos de escolha para todas as mulheres brasileiras, garantir a autonomia de cada uma delas diante da escolha e da decisão. Diríamos que precisamos transcender os limites do Movimento Feminista e incorporar e sensibilizar outras jovens e outros jovens que atuam nos Movimentos Sociais. Acreditamos que esse é o nosso maior desafio: propor aos outros movimentos de juventude que se unam nessa luta pela legalização do aborto, pela consolidação efetiva dos direitos humanos das mulheres brasileiras. Ressaltamos que não somos favoráveis ao aborto pelo aborto, somos favoráveis ao livre exercício de escolha, que todas as mulheres possam decidir sobre a sua vida sexual e reprodutiva.


Assim, dialogar sobre o aborto clandestino no Brasil, é falar da vulnerabilidade das jovens, negras e pobres diante desse problema. É falar da necessidade de discutirmos a importância do respeito aos direitos das mulheres e principalmente do respeito ao direito de decidir sobre o seu próprio corpo.



Não quero aqui levantar inúmeros argumentos favoráveis à legalização do aborto, desejo apenas demonstrar que a nossa responsabilidade enquanto jovens é discutir o problema e fazer de forma pública e em todos os espaços de mobilização da Juventude brasileira. Temos a tarefa de sensibilizar outros e outras jovens para essa discussão, porque atualmente vemos um grande avanço de grupos extremamente fundamentalistas que seus principais protagonistas são jovens.



Além do mais, nos principais fóruns de discussão sobre Políticas Publicas para Juventude o tema surge quase que como um tabu, as pessoas evitam tocar nesse assunto e o que é muito pior acabam por desistir de discutir a legalização do aborto como uma demanda do movimento de juventude geral. Dessa forma, a incorporação dessa pauta no Movimento de Juventude Geral se faz necessário para o avanço dos direitos das mulheres jovens. Entender que algumas questões estão relacionadas se faz necessário para o avanço dos direitos das mulheres, os direitos humanos devem ser respeitados na sua integralidade, já que versam sobre inúmeras questões desde a educação até a sexualidade e saúde.



Ter o direito de exercer a sua sexualidade de forma responsável e livre é garantia para a consolidação de uma vida plena e feliz. Acreditamos que as lutas do Movimento de Juventude devem ser conjugadas respeitando a diversidade e pluralidade de cada grupo e de cada movimento social. Porém não podemos cair num ostracismo e nos fechar sobre os nossos próprios discursos, temos que falar sobre as demandas das mulheres jovens em todas as atividades, em todos os espaços, circundando-as com outras especificidades de distintos grupos.



Antes de finalizar quero apenas ressaltar que ninguém prega o aborto como forma de anticoncepção. Que particularmente não sou a favor do aborto pelo aborto, porque abortar é um processo difícil, o que queremos é que o respeito ao direito de decidir seja contemplado, seja efetivamente válido para todas as mulheres, que elas possam decidir de maneira autônoma e responsável sobre o futuro de suas vidas reprodutivas, se desejam ou não ter filhos, sem que isso seja um crime, sem que isso seja um peso e uma violação de seus direitos humanos. Temos que lutar pela emancipação e pela decisão de decidir. Que sejamos livres, livres para abortar, para termos filhos, para mantermos relações sexuais com quem desejarmos e que possamos desfrutar de nossos direitos com plenitude!





* 24 anos, integrante do grupo Jovens Feministas de São Paulo, secretária-executiva da Rede Jovens Brasil – Direitos Sexuais, Direitos Reprodutivos –

 

Site: http://www.redejovensbrasil.org.br

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