Domingo, 25 de Junho de 2017
Adicionar a Favoritos RSS Facebook Linkedin Twitter Wordpress
   
Selecione abaixo:



Dicas
DST/AIDS
Noticias
Saúde da Mulher
Saúde do Homem

Saúde da Mulher

Outras notícias
Ginecologia - Obstetrícia - Dr. Caruso
Lésbicas podem transmitir HPV uma para a outra? Jairo Bouer responde
A saúde das mulheres lésbicas e bissexuais
Maternidade lésbica
Lésbicas e a prevenção das DST’s:

Pesquisa detecta papel de genes na dificuldade

09/06/2005: Reuters

LONDRES - As mulheres que têm dificuldades de atingir
o orgasmo podem culpar seus genes. Num estudo com
1.397 pares de gêmeas, cientistas descobriram que,
como as doenças cardíacas, a depressão e a ansiedade,
o orgasmo feminino tem uma base genética.

- Descobrimos de 34% a 45% da variação na capacidade
de alcançar o orgasmo podem ser explicados por
variações genéticas subjacentes - disse Tim Spector,
da Unidade de Pesquisas de Gêmeos do Hospital Saint
Thomas, de Londres. - Há uma influência biológica
subjacente que não pode ser atribuída simplesmente à
criação, religião ou raça.

Outros estudos já haviam atribuído dificuldades com o
orgasmo a fatores culturais, religiosos e
psicológicos.

Estima-se que 12% a 15% das mulheres não alcançam o
orgasmo - entre os homens, são 2%. Os homens também
são mais rápidos: levam em média 2,5 minutos, contra
12 das mulheres, relata Spector.

- Por que há esta diferença biológica entre os sexos?
O fato de parte disso ser hereditária sugere que a
evolução tem um papel - disse o pesquisador em
entrevista coletiva.

Spector considera que atingir o orgasmo pode ser uma
forma de a mulher avaliar se o homem será um bom
parceiro de longo prazo. E também aumenta a
fertilidade, segundo algumas teorias.

O estudo, que usou gêmeas idênticas ou não, foi
publicado na edição desta quarta-feira na revista
"Biology Letters".

Cerca de uma em cada três mulheres (32%) dise que
nunca ou raramente tem um orgasmo. Cerca de 14%
disseram que sempre têm orgasmos durante a relação
sexual.

"Mais mulheres conseguiam atingir o orgasmo durante a
masturbação, com 34% dizendo que sempre conseguiram",
disseram os pesquisadores na revista.

A freqüência de respostas coincidentes e de orgasmos é
maior para gêmeas idênticas, seja com um parceiro ou
por si mesmas, o que sugere um claro impacto genético,
segundo Spector.

- Há alguma coisa biológica que explica parte desta
grande variação entre as mulheres -, disse ele,
apontando os genes como suspeitos.

Se os cientistas descobriram quais genes são esses e
como eles funcionam, teoricamente seria possível criar
terapias para tratar mulheres que não alcançam o
orgasmo.

Mas Spector disse que o clímax do prazer sexual é um
processo muito complicado e mal compreendido. Por ser
um tabu, poucas pesquisas são realizadas nesse campo.


 

Site: http://O Globo

Comente esta matéria
Título: Pesquisa detecta papel de genes na dificuldade
Seu nome:
Seu Estado:
Seu e-mail:
Comentário:
Segurança: Confirme o código:
OBS.: Nos reservamos o direito de deletar toda e qualquer mensagem contendo palavões, baixarias ou até mesmo termos homofóbicos. Favor respeitar as devidas fontes de cada matéria.
Comentários
Não há comentários.