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Retorno à origem da luta LGBT

13/07/2017:

 

Série “When We Rise”, que estreia amanhã no Sony, conta história de personagens importantes para movimento

 

Rio de Janeiro. Dustin Lance Black está doente. O roteirista atende ao telefone pedindo desculpas, mas frisa que achou importante manter a entrevista para um veículo brasileiro. O norte-americano de 43 anos veio ao Rio durante os Jogos Olímpicos acompanhar o então noivo (e agora marido), Tom Daley, que competiu pela equipe de saltos ornamentais do Reino Unido e voltou para casa com uma medalha de bronze. Os dois se apaixonaram pelo país. Vencedor do Oscar pelo roteiro original de “Milk: A voz da igualdade” (2008), que botou Sean Penn para interpretar o político gay norte-americano, Black volta ao tema (e à televisão, já que esteve na equipe de “Big love”) em “When We Rise”. 

A minissérie em oito episódios (os três primeiros serão exibidos em sequência amanhã, a partir das 20h, no Sony) conta a história real de personagens importantes para o movimento LGBT, a partir da revolta de Stonewall, em 1969, até os dias de hoje. O piloto reuniu Black a Gus Van Sant, indicado ao Oscar pela parceria dos dois em “Milk”, que dirigiu o piloto.

No elenco, Mary-Louise Parker (“Weeds”), Guy Pearce (“Amnésia”) e Michael Kenneth Williams (“The Wire”) interpretam Roma Guy, Cleve Jones e Ken Jones, respectivamente.

Por que voltar a este tema? Eu estava preocupado que o movimento LGBT se esquecesse de como chegamos até aqui, porque, se nós nos esquecermos das nossas origens, podemos perder nossos direitos. E, para mim, a parte mais importante é lembrar que não chegamos até aqui sozinhos. Nós trabalhamos com outros movimentos: o das mulheres, o de igualdade racial, o de paz e até com o movimento dos trabalhadores, e essas coalizões nos ajudaram a ter bastante progresso. Então decidi escrever essa série, sobre as pessoas reais envolvidas nesses movimentos, como um lembrete.

Como foi a pesquisa e a escolha dos personagens? Em primeiro lugar, quis falar sobre pessoas que foram ativistas durante toda a vida, que nunca deixaram de lutar pela igualdade, o que é raro. Em segundo lugar, eu também queria que fosse uma trama com que todos pudessem se identificar, por isso contamos histórias de mulheres, homens, negros, todos gays. Em terceiro, queria que todos (os personagens que ) ainda estivessem vivos pudessem responder a eventuais dúvidas. A história é irrefutável. E eu queria que essas pessoas dissessem: ‘Sim, nós fizemos isso’. Por último, também gostaria de abordar outros movimentos que lutam por justiça social.

Você sempre teve interesse em contar a história de personagens reais? A história real tem poder, não se pode negar os fatos. Sempre fui interessado em histórias do passado que possam inspirar o hoje, o agora. Quando ouço uma história real interessante, penso em como ela pode nos ajudar em alguns anos. Se houver uma boa resposta para isso, eu usarei.

Qual a importância de estrear “When We Rise” no atual momento político dos Estados Unidos? As pessoas ainda estão falando sobre construir um muro para dividir os povos. Essa série é uma arma para lutar contra isso. Mas esse não é um fenômeno novo, a luta pela igualdade sempre foi assim. Não é uma linha reta, as coisas vão para a frente, e então regridem. As pessoas retratadas trabalharam duro para consertar isso, e acho que podemos aprender com elas. 

 

 

 

 

http://www.otempo.com.br/divers%C3%A3o/magazine/retorno-%C3%A0-origem-da-luta-lgbt-1.1495609

 

 

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