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Relatos de homofobia no mercado de trabalho revelam o preconceito no cotidiano

18/05/2017:

 

Foto: Sigre/ Pixabay

 

Em 2010, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) contabilizou a população vivendo como cônjuge com pessoas do mesmo sexo. Essa foi a primeira edição do recenseamento que abordou a questão e os dados apresentaram 60 mil casais nos resultados. Porém, é importante considerar a possibilidade de muitos não terem se apresentado como sendo homossexuais durante a pesquisa. O mesmo censo expressa, ainda, que cerca de 38 milhões de casais são formados por pessoas de sexos opostos.

A diferença entre os dois tipos de declarações revelam um problema no país. O número de pessoas que escondem a sexualidade por medo de serem vítimas do preconceito é realidade e esse receio se apresenta também no campo do trabalho, onde a situação pode deixar de fora do mercado aqueles que se assumirem.

Raul Costa (30), Gerente de Marketing, afirma que a homofobia fica clara quando, ao se substituir uma cena (pessoa ou casal) homoafetiva por heteroafetiva, o eventual problema desaparece. “Há uma questão bizarra de manutenção do status quo, do que é normal e o que não é. Em algumas áreas de trabalho os homossexuais são tolerados – é muito triste ter que utilizar essa palavra”, comenta.

Segundo Raul, há alguns anos muitos homossexuais homens trabalhavam como cabelereiros. Ele acredita que – muitas vezes – as pessoas fiquem reclusas na maior parte das vezes e somente em algumas profissões são facilmente aceitos. “Nos salões de cabelereiros, conectados à beleza e moda, como maquiadores, comissários de bordo, designers, promoters, artistas e lugares que tem a ver com comunicação”, completa.

Uma pesquisa realizada pela empresa de recrutamento Elancers em 2015 revelou que 1 em cada 5 empregadores não contrataria homossexuais para determinados cargos. Cerca de 1500 pessoas responderam a pesquisa online. Aproximadamente 75% dos profissionais ouvidos eram mulheres. Embora a amostragem seja pequena ela reflete a realidade enfrentada por muitos homossexuais no país.

“Já fui taxado de ser ‘pouco firme’ – como se não tivesse pulso – por ser gay. Diziam que eu lidava com as coisas de ‘modo feminino’ como se isso fosse algo pejorativo”, conta Raul.

Para Raul o preconceito é mais forte em tudo aquilo que tem a ver com posições de autoridade, desde o militarismo – de policiais a bombeiros – até cargos de confiança e de chefia. “É triste dizer isso, mas as pessoas pensam que não passam a credibilidade necessária para essas funções”, afirma.

O posicionamento do geógrafo e professor universitário, Rodolfo Chagas (34), converge com o do gerente de marketing. Ele acredita que além de cargos como estivadores, caminhoneiros, jogadores de futebol, os lugares em que o machismo mais se expressa são os cargos de liderança.

Diego Santos (30), estudante de Educação Física e ativista da causa LGBT no movimento estudantil, conta que muitas pessoas evitam falar de sua homoafetividade no ambiente de trabalho para se protegerem do preconceito. Profissões historicamente marcadas pelo estereótipo masculino são mais homofóbicas. “Da educação física ao esporte, das engenharias ao direito e – para além das profissões – todos os cargos e atuações são afetados pela homofobia. Gays mais afeminados ou lésbicas mais masculinizadas são alvos fáceis de LGBTfobia já na entrevista de emprego”, explica.

Em ambientes profissionais pratica-se a homofobia velada. Comportamentos que tem uma motivação homofóbica mas que não se apresentam diretamente ligados à homossexualidade. A escolha de pessoas para ocuparem determinados cargos, por exemplo, os favoritismos e outras práticas, afirma Flavio Arantes (25), psicólogo.

Para a analista de recursos humanos Ana Lopes* (33), a cultura das empresas está presa a um modelo arcaico de compreensão da pluralidade. Ela explica que existe mais respeito quando se vê mulheres homossexuais do que quando o colaborador é homem. “É como se as mulheres apresentassem firmeza enquanto o lado feminino da sexualidade de um homem gay fosse visto como falta de liderança. Isso é machismo, como se tivesse que ser ‘grosseiro’ para ser chefe”, afirma.

De acordo com o censo a região com mais casais homossexuais é o Sudeste e, em seguida, o Nordeste. O primeiro com aproximadamente 32 mil casais, enquanto o segundo, com 12 mil. Se forem observados os dados por Estado cerca de 17 mil casais encontram-se em São Paulo.

 

 

https://br.noticias.yahoo.com/relatos-da-homofobia-no-mercado-de-trabalho-revelam-o-preconceito-no-cotidiano-184932583.html

 

 

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