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Na era Trump, diversidade adquire novos contornos nas empresas

16/02/2017:

 

Rohini Anand, diretora global de diversidade da Sodexo SA, realizou uma pesquisa sobre diversidade entre os 50 mil gerentes da empresa. Photo: Greg Kahn / GRAIN for The Walll Street Journal
 
Por John Simons
 
 

Uma nova era política está fazendo com que os diretores de diversidade das empresas repensem o seu papel.

A decepção com a vitória de Trump na eleição presidencial provocou ondas de choque entre muitos políticos tradicionais que perceberam que uma enxurrada de eleitores americanos — muitos brancos, da classe trabalhadora — se sentiu excluída. A mesma percepção está fazendo com que as empresas reexaminem suas ações para garantir um ambiente de trabalho inclusivo, desde incorporar homens brancos nos seus esforços de diversidade até buscar evidências dos benefícios de tais programas nos resultados dos balanços.

 

“O discurso na eleição presidencial dos EUA, apesar de rancoroso, foi um lembrete afiado de que devemos lidar com um conjunto mais amplo de dimensões de diversidade, especialmente a oportunidade socioeconômica”, diz Kara Helander, ex-diretora de diversidade da Blackrock Inc., que continua a prestar consultoria para a firma financeira.

Ela diz que alguns líderes devem reconhecer que alguns trabalhadores podem se ressentirem ou se sentirem excluídos pelos esforços de diversidade concentrados em oportunidades para trabalhadores de origens étnicas subrepresentadas ou que identificam a si próprios como lésbicas, bissexuais, gays ou transgêneros.

 

Muitos executivos que comandam programas de diversidade também receiam que o momento político que vem alimentando seus esforços tem data para acabar.

O ex-presidente Barack Obama aprovou uma série de leis recompensando a diversidade no ambiente de trabalho, inclusive por meio de decretos que estabeleceram diretrizes para remuneração e contratação e que abordavam proteções no ambiente de trabalho para gays e pessoas transgênero. O governo Trump não detalhou propostas sobre esses temas, mas o presidente tem defendido a desregulamentação e prometido suspender muitas dos decretos de Obama.

 

Na esteira da eleição, alguns profissionais de diversidade sentiram a necessidade “agilizar conversas e unir posicionamentos” defendendo o seu trabalho, diz Mary-Frances Winters, consultora que assessorou a American Airlines Group Inc. e a Walt Disney Co. em questões de diversidade.

Alguns diretores de diversidade assumiram alguns novos papéis como pacificadores, tentando manter a harmonia no ambiente de trabalho depois que a eleição deixou os funcionários divididos em questões de raça, classe, gênero e ideologia.

Um dia após a eleição, Winters realizou um seminário on-line para executivos de diversidade e líderes de grupo de funcionários de empresas focados em ética e gênero. Ela encorajou os participantes a ajudar os funcionários a falar sobre suas diferenças enquanto buscam um ponto de acordo.

Helander hoje encoraja os líderes a criar equipes recrutando a partir de uma gama maior de faculdades e universidades ou concentrar os esforços de desenvolvimento da força de trabalho em regiões que perderam muitas vagas na indústria, diz ela.

 

Executivos dizem que estão olhando criticamente sobre o que acontece no trabalho, “ouvindo homens brancos da mesma fora que ouviria a uma mulher ou alguém que é LGBT”, especialmente se eles estão sentindo que estão perdendo oportunidades de emprego e desenvolvimento na carreira, diz Janese Murray, diretora de diversidade e inclusão na gigante do setor de energia Exelon Corp.

 

Em vez de simplesmente instruir homens brancos da média gerência sobre as formas apropriadas de se comportarem em diversos ambientes de trabalho, Murray sugere convidá-los a sentar em uma mesa de discussões com mulheres e representantes de minorias e encorajá-los a manifestar seus receios.

“Temos que ser muito mais fortes do que nunca em nossos jogos e garantir que não abriremos mão dos progressos conquistados”, diz Rohini Anand, diretora global de diversidade da firma francesa do setor de serviços de alimentação Sodexo SA.

 

Anand diz que, no cenário atual, executivos na sua posição devem coletar, analisar e compartilhar dados validando o seu trabalho. Ela citou um estudo que conduziu com 50 mil gestores da empresa, em parte para demonstrar aos chefes dela que o equilíbrio de gênero em equipes tem correlação com a melhora do desempenho financeiro, o engajamento dos funcionários e a retenção dos clientes. O estudo dela verificou que equipes com uma proporção de homens e mulheres entre 40% e 60% entregam ótimos resultados.

Como consequência, o diretor-presidente da Sodexo, Michel Landel, definiu como meta que as mulheres passem a representar pelo menos 40% dos líderes sêniores da empresa — seus 1.400 principais executivos — até 2025. Do total do bônus dos executivos sêniores, 10% são atrelados ao seu progresso com relação a essa meta, diz Anand.

 

Receoso de que as diretrizes do governo federal com relação à diversidade e inclusão nos processos de contratação possam acabar sendo enfraquecidas no esforço geral de desregulamentação do atual governo, Allison Green, diretora de diversidade do Lincoln Financial Group, convocou uma reunião informal com o advogado trabalhista interno da empresa nos dias que se seguiram à eleição.

Partes da reformulação da regulação financeira chamada Dodd-Frank, que Trump e a liderança republicana no Congresso juraram revogar, incentiva as empresas a criar padrões voluntários para promover a diversidade no emprego e também entre seus fornecedores.

As políticas do Lincoln Financial refletem os princípios das diretrizes da Dodd-Frank e Green diz que ela quer garantir que seus colegas se mantenham comprometidos. Na reunião, Green foi direto ao ponto: “Mesmo que a Dodd-Frank desapareça, eu acho que ela é uma boa política para ser mantida”, ela disse ao advogado. Segundo Green, ele concordou.

 

 

 

http://br.wsj.com/articles/SB11767374695358703799704582624090762160940?tesla=y

 

 

 

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