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ONGs venezuelanas pedem asilo para homossexuais perseguidos em Uganda

30/12/2013:

 

Caracas, 26 dez (EFE).- Um grupo de ONGs e a comunidade de Lésbicas, Gays, Transexuais, Bissexuais e Intersexuais (LGTBI) da Venezuela pediram nesta quinta-feira ao Ministério das Relações Internacionais do país que ofereça asilo aos ugandenses com orientações sexuais diversas diante da possibilidade de que sejam presos depois de ser aprovada no país africano uma nova lei que endurece a pena contra homossexuais, já que a homossexualidade é tipificada como crime em Uganda.


"Pedimos em carta dirigida ao chanceler, Elías Jaua, que suspenda qualquer tipo de cooperação ou planos de aproximação especiais para Uganda e também que a Venezuela dê asilo político aos e as ugandenses com diferentes orientações sexuais", disse à agência Efe a ativista Chea Rodríguez.



A carta, recebida por "uma equipe próxima ao chanceler", está assinada por organizações com serviço de defesa da comunidade GLBTI que apoia o governo venezuelano como o Comando Hugo Chávez para a Sexodiversidade, Venezuela Igualitária e Juventude do Partido Socialista Unido da Venezuela, entre outras.



Rodríguez, que assinou a carta como ativista e representante docente da Universidade Bolivariana da Venezuela, explicou que solicitaram ao governo da Venezuela que uma vez que tome as medidas indicadas na carta, explique publicamente o porquê do apoio aos ugandenses de diferentes orientações sexuais.


"Especialmente às autoridades desse país como uma forma de permitir que repensem (a postura)", assinalou a ativista.



"Nosso motivo de recorrer à chancelaria venezuelana é que nós consideramos que o governo bolivariano não é qualquer governo neste momento no mundo, pelo menos para os países do chamado Terceiro Mundo. Este é um governo com influência", disse.



O parlamento ugandense aprovou no último dia 20 uma lei que prevê a condenação a prisão perpétua para quem realizar determinados atos homossexuais "com agravantes".



A iniciativa, transformada em lei, foi apresentada em 2009 com penas tão severas como a condenação à morte. Os agravantes incluem o estupro homossexual, atos homossexuais com menores de idade e incapazes ou quando o acusado for portador do HIV.



A revisão do texto suprimiu a pena de morte em qualquer acusação.EFE

 

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