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ONU reconhece oficialmente grupo global gay

27/07/2011:

 

Por Robert Evans

GENEBRA (Reuters) - A principal entidade global de representação dos homossexuais, ILGA, foi formalmente reconhecida pela Organização das Nações Unidas, apesar da forte oposição de países africanos e islâmicos, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira pela ONU.

 

Ativistas disseram que a decisão do Conselho Econômico e Social da ONU marca um importante avanço para as minorias sexuais, num momento em que elas estão sob crescente pressão em alguns países em desenvolvimento.

 

A ILGA (Associação Internacional de Gays e Lésbicas, na sigla em inglês) pleiteava há mais de uma década seu reconhecimento como membro consultivo da ONU, o que implica o direito em participar de reuniões da ONU, se pronunciar e fornecer informações a agências globais acerca do tratamento dado aos homossexuais.

 

A entidade, que diz ter 670 organizações afiliadas em 110 países, também poderá participar de reuniões do Conselho de Direitos Humanos da ONU, onde há um forte sentimento homofóbico -- embora essa instância tenha aprovado no mês passado, por estreita margem, a primeira resolução na história da ONU condenando a violência contra homossexuais.

 

Na sessão de segunda-feira do Conselho Econômico e Social, 29 países votaram a favor do reconhecimento da ILGA -- principalmente europeus e latino-americanos, mas também Índia, Coreia do Sul, Japão e Mongólia. Outros 14 -- países africanos e islâmicos, mas também Rússia e China -- votaram contra. Houve 5 abstenções.

 

O resultado reverteu o parecer de uma comissão da ONU contra o reconhecimento do grupo.

A sessão de segunda-feira da Ecosoc também resultou no reconhecimento do status consultivo de duas outras entidades -- uma ONG de questões trabalhistas, que atua principalmente na América Latina, e uma entidade síria de direitos humanos com sede em Paris.

 

Os EUA elogiaram o voto favorável à ILGA, dizendo que essa ONG está "comprometida com o respeito aos direitos humanos e liberdades universais". Já o Egito argumentou que a entidade não esclareceu suspeitas de que alguns de seus membros estariam ligados à pedofilia.

 

Falando em nome da União Europeia, a Polônia queixou-se de que alguns dos 19 integrantes da comissão que avalia as ONGs -- e que atualmente inclui Cuba, Paquistão, Rússia e China -- se opõem ao reconhecimento de entidades que criticam a situação dos direitos humanos nessas nações, ou por causa das causas que elas defendem.

 

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