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Reconhecer união gay aumenta produção econômica

09/01/2007:

O professor Irineu Ramos, jornalista e pesquisador em questões de sexualidade, é quem dá o alerta: 

"São poucas. Mas é um bom começo. Empresas como a Caixa Econômica Federal(CEF), a IBM do Brasil e algumas das multinacionais instaladas no país perceberam que "tapar o sol com a peneira" e deixar de reconhecer a diferença de gêneros no ambiente de trabalho dá prejuízo. Espelhadas em processo desenvolvido por suas congêneres no Exterior, estão ampliando suas estruturas sociais. Hoje reconhecem que funcionários gays e/ou lésbicas "no armário" sofrem muito e isso acaba se refletindo na produção. Portanto, não só abrem espaço para a diversidade como também a reconhecem através da ampliação dos benefícios sociais.

Atitudes como estas mostram o quão inútil, insípido e inodoro é o desempenho dos políticos em Brasília. Enquanto nossos representantes políticos carregados do ranço e bolor moral - impedem a aprovação de projetos que buscam o respeito à diversidade, indústrias e instituições do mercado financeiro, a mola da produção econômica que ajuda a pagar os salários dos deputados, colocam os direitos dos homossexuais no mesmo patamar dos praticados pelos países avançados. Sem precisar de aprovação de leis.

Sabe-se que a Federação Brasileira de Bancos, a poderosa Febraban,instituiu em março de 2006 uma comissão especial para estudar a questão da diversidade e seu impacto no mercado. Paralelamente, sinalizou de forma positiva para que os bancos afiliados criem políticas inclusivas para as questões de gênero e etnia.

As iniciativas empresariais são tímidas do ponto de vista do marketinginstitucional. Isto é, existem, mas preferem se manter na sombra. Ospadrões culturais que geram o preconceito ainda assustam as empresasdispostas a desenvolver políticas sociais abrangentes ao segmento GLBT. Mas sempre há o começo. Entre as ações concretas que praticam estão o reconhecimento do parceiro/a como dependente em planos de saúde, e treinamento dos executivos e gerentes sobre a questão da diferença. Para os novos funcionários, a discussão teórica a respeito da diversidade é prática constante.

Nos Estados Unidos parcela significativa das empresas tem políticasvoltadas aos direitos do público homossexual e não temem atrelar sua marca a veículos e atividades GLBT. Segundo Mônica Taher, da Gay & Lesbian Alliance Against Defamation (GLAAD), uma instituição especializada na atuação junto aos meios de comunicação contra a difamação sexual, das 500 maiores empresas indicadas pela revista Fortune, 175 anunciam em publicações gays. Entre estas estão a American Express, a Xerox e muitas outras. A tão difundida Responsabilidade Social é, nos EUA, aplicada extensamente em ações contra o preconceito sexual. Lá esse tipo de atuação é bastante explorado, pois o poder aquisitivo aliado ao padrão de consumo do público homo é tentador. Apenas os gays americanos são responsáveis pela injeção de U$ 641 bilhões de dólares/ano na economia. Conforme dados do Censo 2000 americano, há homossexuais em 99,9% de todos os condados do país.

A IBM americana é um grande exemplo no respeito à diferença. Tematualmente quatro executivos para cuidar somente do mercado GLBT e possui 32 vice-presidentes, espalhados pelo mundo, assumidamente gays.

Neste início de 2007 o Brasil coloca em xeque algumas políticasempresariais de vinculação de marcas junto ao segmento gay. Entrará no ar o primeiro canal de televisão gay do país, a WiTV, com acesso apenas aos que possuem TV por assinatura. Será o primeiro canal gay na América Latina. Os diretores da emissora garantem oferecer um novo conceito de TV com cultura, informação, sofisticação, elegância e interatividade. Está aí uma mídia direta para o mercado anunciante. Vamos ver quantos anunciam."

Da Redação/Enock Cavalcanti

 

Fonte: Olhar Direto

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