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Lei por união civil de gays é bandeira política da Parada

28/05/2005: Por Adriana Garcia

SÃO PAULO (Reuters) - Mais de dois milhões de pessoas devem comparecer à 9a. Parada do Orgulho GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) no próximo domingo na avenida Paulista, em São Paulo, num ano em que os organizadores buscam chamar a atenção para o projeto de parceria civil para homossexuais, travado há uma década no Congresso Nacional.

"O que a gente quer é mudar a mentalidade do país", disse a jornalistas o presidente da Associação da Parada do Orgulho Gay GLBT, Reinaldo Pereira Damião, em São Paulo nesta sexta-feira, referindo-se ao reconhecimento e aceitação dos gays na sociedade, e principalmente de seus direitos civis.

"A parceria civil é nossa principal bandeira", disse o vice-presidente da associação, Renato Baldin. "Estamos lançando uma campanha para coletar 1,2 milhão de assinaturas até novembro para obrigar o Congresso a discutir e votar."

Segundo a entidade, o objetivo é combater o lobby religioso, principalmente o evangélico, que atua no Congresso, para permitir que casais gays tenham seus direitos civis respeitados e consigam ser reconhecidos em pé de igualdade com os heterossexuais nas questões de separação de bens, Imposto de Renda, seguro de vida, saúde e previdência.

Para Baldin, a marcha de uma igreja evangélica promovida dias antes da Parada Gay na mesma avenida Paulista, levando os mesmos dois milhões de pessoas à rua, tem o intuito de desviar a atenção da mídia para o evento que acontece no domingo.

"A marcha para Jesus é uma tentativa de religiões extremistas de parar ou bloquear a mídia da Parada. É sintomático que isso ocorra na mesma semana, justamente quando um vereador de São Paulo propõe a criação do dia do orgulho heterossexual", comentou, referindo-se à proposta de Carlos Apolinário, ligado à bancada religiosa.

A entidade fez questão de frisar que, desde que a igreja católica recrudesceu o discurso contra a homossexualidade há dois anos, a violência contra os gays só fez aumentar. De acordo com o grupo gay da Bahia, um dos mais atuantes do país, um homossexual é assassinado a cada 48 horas no Brasil. Os dados são coletados a partir de recortes de jornal onde fica claro o crime de ódio, disse o assessor de imprensa da Associação.

PRÊMIO A ESPANHOL

O polêmico tema da união homossexual também veio à tona nesta semana quando o premiê espanhol, o socialista José Luis Rodríguez Zapatero, ganhou o prêmio Diversidade, promovido pela Associação, por ter recentemente oficializado o casamento gay em seu país.

O embaixador da Espanha, Ricardo Peidró Conde, veio de Brasília a São Paulo na quinta-feira para receber o prêmio durante a festa de abertura das atividades da Parada, na casa de shows Tom Brasil. Ele garantiu presença na avenida Paulista no domingo, ao lado do prefeito de São Paulo, José Serra.

A festa começará a partir das 13h em frente ao Masp e percorrerá as avenidas Consolação e São Luiz, no centro da cidade, num percurso de três quilômetros.

Devem desfilar 24 trios elétricos durante a tarde e a noite. Quatro deles são ligados à Associação da Parada Gay e outros 20 patrocinados por casas noturnas, organizações não-governamentais e a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Com 300 associados e um orçamento de 700 mil reais, a entidade lamenta ter que recorrer exclusivamente ao poder público para patrocinar o evento.

"Nos não conseguimos patrocínio (em empresas) por uma questão de preconceito", disse Damião. "A gente não consegue contar com a ajuda do poder privado".

Para o poder público, a Parada Gay num feriado prolongado significa a presença de 700 mil turistas na cidade, que devem gastar aproximadamente 150 milhões de reais na capital. No ano passado, segundo a polícia, 1,5 milhão de pessoas compareceram ao evento, elevando-o à altura de maior do mundo, à frente das paradas gays de São Francisco, nos Estados Unidos, e Toronto, no Canadá.

"A diferença é que lá só participa quem desfila, o público só assiste. Aqui, todo mundo se diverte com os trios", diz Baldin.

 

Fonte: da Folha Online

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