Jovens LGBT são mais vulneráveis à depressão e autoflagelação

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Jovens LGBT apresentam mais sintomas de depressão e casos de autoflagelação do que heterossexuais, de acordo com estudo realizado no Reino Unido. Os pesquisadores analisaram dados de 4.843 adolescentes nascidos entre abril de 1991 e dezembro de 1992 que relataram sua orientação sexual aos 16 anos.

O levantamento mostrou que jovens de minorias sexuais têm quatro vezes mais chances de praticarem atos de autoflagelação entre os 16 e 21 anos, em comparação aos heterossexuais. Há também maior risco de sintomas de depressão a partir dos dez anos de idade.

Segundo o jornal O Globo, pesquisas anteriores mostraram que, entre 2001 e 2014, anualmente, 37 de cada 10 mil garotas e 12 de cada 10 mil garotos do Reino Unido receberam tratamento por ferimentos autoinfligidos.

“É muito preocupante ver que apesar das mudanças na percepção e atitudes públicas, os jovens de minorias sexuais continuam sob um maior risco de problemas de saúde mental no longo prazo”, afirmou a líder do estudo, Gemma Lewis, do University College London.

“Nossos achados destacam a importância de tratar a saúde mental em vista da autoidentificação e rotulagem de orientações sexuais minoritárias. É imperativo que encontremos novas maneiras de alcançar estes adolescentes e que eles tenham acesso a serviços de apoio de alta qualidade desde muito jovens”, acrescentou.

Os sintomas depressivos dos jovens que participaram do estudo foram analisados por meio de questionários aplicados sete vezes entre os dez e 21 anos. Por se tratar de um estudo observacional, os pesquisadores não tiveram conclusões de causa e efeito. No entanto, eles acreditam que o pior estado de saúde mental entre esses jovens está relacionado a um meio social hostil e estressante.

Bahia Notícias

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