Homofobia pode estar ligada a desejos reprimidos

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Segundo o psicólogo brasileiro João Alexandre Borba, ataques homofóbicos podem ter relação com opção sexual reprimida.

Crimes perpetuados por motivos homofóbicos são cometidos por pessoas que sentem antipatia, desprezo, preconceito, aversão e, até mesmo, medo, por homossexuais, bissexuais, travestis e transgéneros, disse o psicólogo num comunicado enviado para o Notícias ao Minuto.

O texto partilhado indica que segundo várias pesquisas de cunho psicológico, a homofobia pode estar ligada a um sentimento reprimido que o agressor possui. Por exemplo, homens que foram criados em lares machistas, opressores e homofóbicos possuem grandes chances a longo prazo de se descobrirem homossexuais.

Num estudo, em que os pesquisadores analisaram as diferenças entre o que as pessoas dizem sobre sua orientação sexual e sua orientação verdadeira (baseando-se em reações que os pacientes apresentaram), foi possível perceber duas coisas. A primeira é que os participantes que possuíam pais mais abertos e compreensivos estavam mais em contato com sua orientação verdadeira, seja o indivíduo heterossexual ou homossexual. A segunda constatação foi a de que os filhos de pais conservadores apresentavam desejos homossexuais, porém escondiam essa vontade e, muitos, possuíam uma maior tendência a demonstrarem e a perpetuarem comportamentos homofóbicos.

Segundo o psicólogo João Alexandre Borba, quem agride o próximo por ter convicções diferentes das suas, é porque não tem maturidade para sustentar as suas próprias convicções. Ou seja, muitas vezes, ao agredir o outro por ele ser diferente de si, é provável que você seja mais parecido com ele do que pensa.

Borba afirma que já teve um paciente que padecia de um caso evidente de repressão de sentimentos. “Ele agredia homens que mostravam afeição por outros homens, e demonstrava sempre uma enorme raiva quando falava sobre isso. Após algum tempo, sugeri que essas reações eram de facto uma negação dos seus desejos. Ele ficou extremamente ofendido com a sugestão”, conta o psicólogo.

Um mês depois do ocorrido, entretanto, o paciente retornou ao consultório, e disse-lhe que tinha ‘estado’ com um amigo, e que não sabia o que fazer com essa situação. “Hoje, anos depois, namoram. O meu paciente está feliz e parou de se agredir a si mesmo e a outros homens”, explica o profissional.

O especialista afirma que a partir do momento em que as pessoas se aceitam verdadeiramente, a violência acaba e o respeito e a compreensão ao próximo substituem no lugar ocupado pela raiva contida que sentiam, afinal, só podemos oferecer respeito quando antes o auto respeito acontece.

 

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