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"A preferência sexual do seu filho não é da sua conta", diz Rosely Sayão

14/03/2007:

Da Redação

"A preferência sexual do seu filho não é da sua conta", afirmou a psicóloga Rosely Sayão no "Momento Família" desta terça-feira. Apesar de os pais se preocuparem e temerem que os filhos escolham um caminho que os faça sofrer, não há como interferir. "Senão a gente acaba assumindo a vida sexual deles. Fica assim: para você o prazer, o deleite; para mim a responsabilidade sobre isso."

Respondendo a uma internauta preocupada com a suposta homossexualidade de um sobrinho adolescente, Rosely questionou: "por que nos preocupamos com o rapaz de 14 anos que diz que é homossexual, e não com uma filha de 14 que goste de se amarrar e vestir couro? Nada disso está na jogada, a questão sexual é deles, eles é que vão ter de dar conta."

Ainda sobre o tema, Rosely acrescentou: "A homossexualidade, apesar de grandes avanços, ainda sofre preconceito e vai sofrer por muito tempo ainda. Sei que é barra, é difícil ver um filho num caminho em que vai sofrer. Mas tem que deixar ele viver a vida dele."

Ainda há muito preconceito

O velho preconceito a respeito da 'normalidade' dessa opção sexual ainda resiste. "Os homossexuais são absolutamente normais. O que não é normal é gostar de criança, por exemplo. A questão da sexualidade é sócio-cultural, portanto, o conceito do que é normal muda com o tempo. E também tem tanta gente que produz grandes obras e depois a gente vai ler a biografia e descobre que batia na mulher, nos filhos, etc... A produção pública de uma pessoa não tem relação com a vida privada dela", destacou Rosely.

Questionada em e-mail sobre a existência de um entendimento científico para essa preferência sexual, Rosely respondeu que "não há explicação científica nem para a hetero, nem para a homossexualidade." Mesmo as razões genéticas ainda são hipóteses, possibilidades, comentou a psicóloga. "A sexualidade humana nada tem a ver com a reprodução, mas com o com prazer. Por isso não podemos explicar pelo viés da natureza. A anatomia explicaria as parcerias? Não. O prazer é que explica. Ele explica freqüentar sites pornográficos, uma infinidade de atuações..."

Washington MuleKe da Silva,
Coordenador do New-Floripa
Grupo de Adolescentes Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transgêneros e Aliados em Florianópolis
048 - 30251670 / 8418-4190
Membro do Fórum LGBT da Grande Florianópolis da Diversidade Sexual.
Membro do PLEX-CEFET-SC / Projeto Livre Expressão Escola Técnica Federal de Santa Catarina
www.new-floripa.cjb.net



Leia a íntegra do bate-papo com Rosely Sayão


No programa "Momento Família" desta terça-feira, a psicóloga Rosely Sayão respondeu às dúvidas dos internautas sobre a educação dos filhos, homossexualismo, conflitos entre casais, entre outros temas. Acompanhe a íntegra do bate-papo.

(04:27:09) Alicinha fala para Rosely Sayão: Tenho 22 anos, descobri que era lésbica há 5. Minha mãe, de 47, aceitou na boa e durante 3 anos moramos as 3 na mesma casa (minha namorada tem a minha idade). Hj minha mãe não trabalha, não procura emprego... diz não querer mais meu amor dentro de casa... e diz que eu irei sustentá-la... Amo mto minha mãe... mas amo minha namorada e minha vida independente... o que fazer?

(04:36:39) Rosely Sayão: Alicinha, que vida independente é essa, eu não sei... Bom, quando a gente tem filhos, a gente tem sonhos, anseios para os filhos e, além disso, se ligar à nossa vida, o que vivemos e o que não vivemos, se liga também ao contexto sócio-cultural de onde a gente vive. A questão da homossexualidade, apesar de grandes avanços, ainda sofre preconceito e vai sofrer por muito tempo ainda. A questão não é só da sua mãe, é muito difícil vencer um preconceito sócio-cultural, não é uma questão pessoal. Agora, se você ama essa vida independente e quer continuar com esse estilo de vida, vai ter que fazer a separação com sua mãe... Você quis juntar tudo o que gosta num lugar só, mas às vezes para conseguir viver como quisemos é preciso batalhar um pouco.

(04:27:16) AdC fala para Rosely Sayão: Tenho problemas com minha mãe que é dependente química de álcool. Ela não quer frequentar grupos de ajuda e nem aceita sua condição. Engana a todos e mente, dizendo que não bebe mais, embora esteja evidentemente bêbada. Como lidar com isto? Tenho 34, uma irmã de 32, minha mãe tem 55 e meu pai, 57.

(04:41:16) Rosely Sayão: AdC, o ser humano é extremamente complexo em algumas coisas e muito simples em outras. A questão da dependência de drogas é complexa. É muito difícil o dependente reconhecer que depende de drogas, seja lícita ou ilícita. Ele acha que o dia em que quiser, ele pára, mas não é assim. Claro que ela vai negar, pois isso lhe traz dificuldades de relacionamento. Há muito pouco para você fazer. Um adulto só pode tomar a decisão de mudar o lugar onde está se reconhecer esse lugar. O máximo que você pode fazer é dar uns toques de que ela está alcoolizada. Temos que assumir nossa impotência diante daqueles de quem gostamos.

(04:27:23) xuxu fala para Rosely Sayão: Traumas psicológicos, separação dos pais podem ser causas de menstruação precoce Aos 9 anos?

(04:43:33) Rosely Sayão: xuxu, nunca tinha pensado nisso. Gosto de falar que trauma psicológico não é o que pensamos não. A gente acha que é uma situação muito difícil que provoca efeito quase imediato. Não é bem assim. Uma situação do cotidiano pode ser um trauma pra uma pessoa dependendo que como ela interpreta aquilo. Respondendo sua pergunta, a menstruação precoce tem a ver com outras questões, a ciência só tem hipóteses. Mas há médicos que crêem que a vida social pode acelerar isso, a puberdade em si. Se acontecer isso aos 9 anos, melhor procurar um médico.

(04:27:35) CRISGO pergunta para Rosely Sayão: Cristina,36 anos, mãe de menina 5 anos e menino 2 anos. Tenho que falar muitas vezes para que minha filha me atenda, até já pensei em levá-la ao otorrino para ver se não tem nenhum problema, mas o pediatra disse que não. Como fazer para que ela atenda sem que eu tenha que repetir tanto? Eu fico cansada de tanto falar a mesmo coisa e imagino que ela também.

(04:47:21) Rosely Sayão: CRISGO, vou te ensinar um segredinho para fazer o filho atender: ou espera crescer ou não tem filhos. Não há outras alternativas. Tem que dedicar um tempo pra esse ser que está entrando no mundo agora e não está entendendo nada... Dos 2 aos 5 anos, ela entende (entendimento leve) somente o que quer. Pra entender e obedecer vai levar muito tempo, e daí ela vai obedecer a ela mesma... Cris, tenha paciência, insistência, persistência, não tem outro jeito. Tudo isso que está acontecendo com você é normal, a única coisa que falta é a liga que você mãe tem que fazer entre o que você fala e o que ela tem que fazer. Se fala pra ela tomar banho, tem que pegar pela mão, apostar corrida até o banheiro, enfim, mostrar pra ela o que é tomar banho.

(04:28:37) Sandro fala para Rosely Sayão: Rosely, nao faz nem 5 minutos tive a ultima discussão com meu filho de 14 anos que mora no rio grande do sul, estou separado da mae dele a 4 anos e moro em recife ele e so rebeldia nao gosta da mae diz nao gostar de mim brigou com minha namorada numa tentativa que fiz de traze-lo pra recife e agora discutiu com o namorado da mae..so se acerta com os meus pais, seus avós??? to sem saber o que fazer

(04:51:43) Rosely Sayão: Sandro, não vai ser a última briga não, muitas outras virão. No mínimo por mais uns dois anos, depende do adolescente. Sempre marco que com 15, 16 anos eles começam a ter um pouco de juízo, aprendem a negociar melhor. E ele percebe que não é tão potente quanto imaginava ser aos 13. Tem uma questão que talvez você não tenha percebido: aos 12, 13, 14 anos eles querem mais é ver o circo pegar fogo. Mais que isso, querem desafiar o amor dos pais. Ele briga com a mãe e logo o casal que está separado pensa que é melhor ele ir morar com o pai. Aí ele briga com o pai. Fica nesse pingue-pongue que acaba dizendo pra ele que gostam dele mais ou menos, quando ele dá problema mandam ele embora. Tem que bancar, dizer pra ele que é pai/mãe, ele tem que ficar ali. Olha, deixa passar esse momento e liga de novo pra ele dizendo que continua amando, se preocupando com ele, mas que são pais, ele vai ter que obedecer. Se ele vier pra você, assuma isso. O que não pode é ficar dispensando...

(04:34:09) MIMI fala para Rosely Sayão: DESCONFIO DA PREFERENCIA SEXUAL DE MEU FILHO DE 17 ANOS , SO QUE ELE E NORMAL E NÃO SEI PORQUE ESTA DESCONFIANÇA

(04:54:54) Rosely Sayão: MIMI, a preferência sexual do seu filho não é da sua conta, você não está envolvida nisso. A segunda coisa é sobre preconceito. Você está desconfiando de quê? De que ele é homossexual? Bom, os homossexuais são absolutamente normais. O que não é normal é gostar de criança, por exemplo. Isso não é normal, por exemplo. A questão da sexualidade é sócio-cultural, portanto, o conceito do que é normal muda com o tempo. E também tem tanta gente que produz grandes obras e depois a gente vai ler a biografia e descobre que batia na mulher, nos filhos, etc. Bom, deixe ele viver a sexualidade dele. Sei que é barra, que é difícil ver o filho num caminho em que vai sofrer. Mas tem que deixar ele viver a vida dele.

(04:38:55) HIV/38 fala para Rosely Sayão: sou soro+, e tenho um filho na mesma situação. Sempre foi um menino muito feliz, mas agora está em pânico, pois está apaixonado por uma menina. Como o namoro está ficando sério, segundo ele, ele se sente impelido a contar para a menina sobre sua situação. Só que ele está em pânico e eu não sei como ajudá-lo, pois tenho certeza que o medo dele tem fundamento. O que você aconselha?

(04:57:06) Rosely Sayão: HIV/38, é uma questão bem delicada e cada vez mais vamos ter situações assim. Vamos enfrentar a realidade. Você tem que dizer a ele que ele precisa contar à menina, sim. Hoje em dia há tantos serviços, tanta orientação desse tipo. Em qualquer lugar do país, há serviços por telefone, no site do Ministério da Saúde tem um serviço, é fácil dar uma busca. Entendo que isso deva ser uma situação de pânico para ele e pra você. Mas procure ajuda, não há nada mais maduro do que em certos momentos reconhecer que precisa de ajuda. Ajude seu filho a ter essa maturidade.

(04:39:04) kelinha fala para Rosely Sayão: tenho muita vontade de fazer faculdade de psicologia você acha qq da pra entender o comportamento humano nos dias de hoje

(04:59:43) Rosely Sayão: kelinha, não dá... Eu não posso ajudar muito, na época em que eu fiz, o parâmetro era da ciência positivista, procurava padrões fisiológicos. Entendi um pouco de comportamento de rato, mas nem tanto de gente. O que me ajudou muito foi teatro, cinema, literatura. Quando meus alunos queriam um livro sobre psicologia, eu preferia um do Machado de Assis, Clarice Lispector, do que um de psicologia. As pessoas que produzem cultura parecem entender as coisas humanas antes da ciência. Indico pra você "O Alienista", do Machado, que tem muito a ver com isso. Claro que não estou desestimulando você a fazer o curso de psicologia, mas não se limite a isso, vá ampliando seu horizonte, com antropologia, sociologia, etc.

(04:39:11) MIMI fala para Rosely Sayão: COMO LIDAR COM SUA FILHA QUE QUER SAIR DA FACULDADENO 1° PERIODO , E DIZ NÃO SER AAQUILO DEPOIS DE TER PASSADO NA FEDERAL

(05:03:05) Rosely Sayão: MIMI, você traz uma questão cada vez mais freqüente. O jovem entra pra faculdade, faz um semestre e quer mudar. Aí passa pra outra, faz outro semestre e quer mudar... A gente ensina pra eles que se a situação não está boa, mamãe ajeita, papai resolve. Eles não têm que batalhar. Um semestre é muito pouco pra saber... Coloque um pouco de realidade pra ela.

(04:39:37) Marcia fala para Rosely Sayão: Tenho uma filha com 09 meses e desde que engravidei o pai dela não quis ficar comigo após uma relação de 07 anos. Ela mora comigo e eu moro com meus pais. Tenho 30 anos e o pai dela também. Ele faz visitas regulares, umas 03 por semana, mas ela parece não gostar de ficar no colo dele e sempre quer ficar comigo. Será que ela rejeita o pai, o que faço para que ela possa aceita-lo melhor, e isso pode acarretar traumas futuros?

(05:06:32) Rosely Sayão: Marcia, eles rejeitam o colo de quem não estão acostumados. Aos 8, 9 meses, a criança ia no colo de qualquer um e agora não vai mais... Nessa fase elas estranham e querem segurança. E segurança, em geral, é a mãe. Continue colocando ela no colo do pai. Você não tem que fazer nada, simplesmente deixar que eles se entendam.

(04:42:29) Nome fala para Rosely Sayão: Rosely, tenho 21 anos, minha namorada engravidou e nos casamos... no fundo já me sentia preparado para ser pai mas não para a vida a 2... me apaixono a cada esquina e adoro novas conquistas... estou nessa até o fim (do casamento ou da vida)... mas vivo uma angustia diária... gostaria de saber ql teu conselho para minha situação!

(05:08:36) Rosely Sayão: Nome, a gente até falou aqui outro dia que o ser humano não foi feito para a monogamia. Ainda mais no contexto atual do nosso mundo, em que se valoriza o que é veloz, o prazer... O mundo diz pra gente não abdicar de nada. Hoje as pessoas gostam de uma e se apaixonam por outras não por uma questão pessoal, mas pq o mundo estimula isso. Mas você terá de fazer uma escolha, se juntar muita gente, alguém vai sair magoado. O problema nem é escolher um, é abdicar dos outros...

(04:43:34) blue fala para Rosely Sayão: Sou casado pela 2ª vez e tenho 3 filhos do 1º casamento e 1 filho do 2º casamento. Tenho tido diversos problemas com a ex-mulher, pois ela sempre joga os filhos contra mim. Todos os problemas que eles tem, ela manda falar comigo, ou seja: todos os problemas quem tem que resolver sou eu. Eles são maiores de idade e a pensão alimentícia que continuo mandando, nunca é suficiente, apesar de todos trabalharem. Isso está influenciando demais no meu casamento atual. O que devo fazer para minimizar a situação e voltar a ter um pouco de paz????

(05:11:22) Rosely Sayão: blue, seus filhos são jovens adultos, trabalham, não sei por que você ainda dá mesada a eles. Parece com o "mensalão" da política, o princípio é o mesmo, parece que você quer algo em troca. Corte isso. Tem que ser um processo, não pode ser de vez. Se eles ganham R$ 50, vá diminuindo aos poucos para criar uma adaptação. E tem que cumprir. Os filhos podem ameaçar romper com você, etc, mas tem que segurar a onda. Aproveito pra dizer que não pode a mulher ficar jogando marido contra filho...

(04:47:44) Cido fala para Rosely Sayão: Rosely, o que pode ser isso, conheci minha ex-mulher e me casei com ela em menos de 03 meses, muitas brigas por ciúmes depois nos separamos, depois que isso aconteceu, percebi que gostava dela mais do que imaginava, nisso se passarão 06 anos e nunca nos reaproximamos como homem e mulher, apenas nos falamos eventualmente como pai e mãe de nosso único filho. Hoje estou noivo de uma outra garota maravilhosa, estamos juntos há 02 anos e meio, ela quer casar, não sei o que sinto por ela, só quando brigamos e acho que ela vai me largar é que sinto vontade de ficar com ela. Temos que isso seja só medo da solidão, temo não saber amar ninguém, exceção do meu filho, temo sempre procurar uma mulher caricaturada, irreal. Não quero perder minha noiva, mas não sei o que sinto por ela.

(05:13:53) Rosely Sayão: Cido, toda vez que a gente tem uma coisa e só resolve reconhecer o nosso gosto por ela quando não mais a temos, estamos criando uma armadilha pra nós mesmos. Diria que o que você está procurando não é nem a noiva, nem companhia, mas insatisfação. Essa dúvida sobre ser capaz de amar, é uma dúvida humana, todo mundo a tem. O amor é inexplicável, também não é uma festa explosiva, pode ser calmo, tranqüilo, mas sempre é difícil transformá-lo em vínculo, em convivência. Talvez sua questão não seja se é capaz de amar, mas de se relacionar.

(04:48:13) Clara fala para Rosely Sayão: Rosely, vivo com uma pessoa, meu marido, mas não tenho a menor vontade de fazer sexo, acabou a vontade por completo. Vivemos com muita briga, mas nunca conseguimos nos separar. O que será que acontece. Sinto que gosto dele, mas sinto que ele não gosta de mim, o que faço?

(05:16:57) Rosely Sayão: Clara, essa é outra faceta muito complexa do ser humano. Primeiro, não pode afirmar que ele não gosta de você. Tem que perguntar pra ele. Nunca se sabe a saída que encontramos para as questões tão difíceis de relacionamento. De repente vocês podem fazer um acordo do ficar juntos. O que vejo aí é uma dificuldade de colocar tudo às claras, dizer que gosta disso, não gosta daquilo. Tem que se livrar desse sofrimento de não saber a verdade.

(04:57:10) ksal fala para Rosely Sayão: Rosely, minha filha tem 12 anos e estamos atravessando um mometo díficil dela na escola, não se interessa pelos estudos, nunca faz lição, não estuda, ja orientamos, ja conversamos, ja proibimos algum,as coias, e nada suerte efeito, o que fazer?

(05:19:11) Rosely Sayão: ksal, podemos comparar a um filho que está aprendendo a andar. Pra aprender a andar bem ele tem que cair, se machucar. A gente tenta socorrer, mas não pode impedir que caia. Na escola, a gente também pode dar um tempo para eles errarem. Sem abdicar daquela tutela diária, de que tem que ficar meia hora na frente dos livros mesmo que não estude nada, deixe ele ir mal na escola. Ainda que repita de ano, dependendo da escola. Aí ele terá que fazer novos amigos, de repente os amigos são mais novos, não tão legais. Ele vai ver aí que foi um erro.

(04:57:18) sos alto estima fala para Rosely Sayão: Boa Tarde, Rosely fui casada durante 3anos e tenho uma filha tb de 3anos apos relacionamento muito conturbano nos separamos pq ele disse nao gostar mais ficamos 15 afastados e ele pediu para voltar ficamos mais 6 meses e agora nos separamos de novo e ele voltou a repetir q nao gosta mais.... diz q se sente muito preso o que eu faço pois amo ele muito

(05:21:42) Rosely Sayão: sos alto estima, no fim de semana, saiu uma matéria que dizia que o amor pode atrapalhar o sexo ao invés de ajudar. O amor também pode atrapalhar o relacionamento. Conviver com uma pessoa que não gosta pode ser mais fácil, pois a gente já fala que não gosta daquilo logo de cara. Se gosta da pessoa, a gente tende a relevar, diz que precisa entender o jeito do outro. Aí vai engolindo sapo... Bom, o amor torna mais árdua a tarefa de transformar esse amor numa convivência com momentos harmoniosos. Tem que ver se você agüenta esse vai e volta. Talvez seja melhor sofrer de uma vez do que em comprimidos...

(04:57:32) Blondinaldo SP fala para Rosely Sayão: consulta: tenho uma sobrinha que mora no rs (eu em sp), através do messenger, ela sempre se anuncia com termos picantes/eróticos - ela tem 16 anos - e muitas vezes meio deprê: suicídio/ódio. a mãe (separada) parece que não sabe de nada. qdo. conversei e perguntei, respondeu que confia muito na filha, mas como a mãe não saca muita coisa de internet. não quero ser "traíra", mas tenho receio de ser "omisso" e de repente piorar uma relação não muito estável entre tio e sobrinha. agradeço pela atenção!

(05:24:03) Rosely Sayão: Blondinaldo SP, muitas coisas os filhos não têm coragem de dizer aos pais e dizem aos tios. Com 16 anos, já dá pra ter o papo de tio pra sobrinha sem intermediação da mãe. Ela está dando um recado a você, dizendo que precisa de ajuda. Fale direto com ela. Diga que está preocupado, que isso o afeta porque você gosta dela. Deixe ela falar um pouco, quanto mais ela falar mais você poderá vislumbrar como ajudá-la.

(04:58:28) eli fala para Rosely Sayão: como eu faço para não gritar com os filhos? Você já escreveu que é uma forma de agressão, concordo mas ás vezes...

(05:26:36) Rosely Sayão: eli, nós criamos um conceito educacional que parece estar baseado nos decibéis. Quanto mais decibéis, faz mais efeito. E não é isso, faz menos. Pra não gritar, tente falar com firmeza, com segurança, mas sem extrapolar. Quando a gente grita a gente se coloca no mesmo lugar deles, se equipara. Na hora em que o filho altera a voz, você começa a falar um pouco mais baixo, ele primeiro fica desarmado. E depois vai ter que prestar atenção pra saber o que estamos falando.

(04:59:21) sol fala para Rosely Sayão: Acabei de ouvir o comentário que você deu para a pessoa cujo filho ela desconfia que é homossexual... embora seja um problema do filho, como uma mãe pode lidar com os conflitos que surgem na família? Tenho um sobrinho na mesma situação e de apenas 14 anos... mesmo assim, você acha que o porblema é só dele? Ele teria maturidade suficiente para lidar com todo esse problema numa sociedade machista como a nossa??

(05:28:37) Rosely Sayão: sol, ele vai ter de ter. Se a vida dele é assim, ele terá de encontrar recursos para vivê-la. A gente subestima muito essa moçada. A questão da vida sexual não interessa a ninguém da família. Por que a gente se preocupa tanto com o filho homossexual e não com a filha que gosta de se amarrar e usar couro? A vida sexual pertence a ele...

(05:29:00) Rosely Sayão: Obrigada a todos e a gente se vê na terça que vem!!!

http://www.libertos.com.br/libertos/comportamento/005.htm

 

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Comentários
09/11/2009 13:23: luane coelho - GO
beem,tem pouco tempo que os meus devcobriram,só que apenas os meus meus aceitam,os pais da minha namorada não aceitam.